Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Catarina Morais/Kapta +
Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Catarina Morais/Kapta +

Elogios a Diogo Costa e ao «monstro» Nehuén e a arbitragem: tudo o que disse Farioli

FC Porto perdeu com o Manchester City, por 0-2, no arranque da fase de liga da UEFA Champions League

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, analisou a derrota diante do Manchester City, por 0-2, na primeira jornada da fase de liga da UEFA Champions League.

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Com que sensações saiu do encontro?

«Fizemos um jogo fantástico, excelente tanto individual como em conjunto, nomeadamente Nehuen Pérez, que esteve fora mais de um ano e jogou 90 minutos contra um monstro. Infelizmente o resultado não foi o que queríamos, mas fiquei com uma excelente sensação»

O que decidiu foi apenas a eficácia de Haaland?

«O que posso dizer é que é um dos melhores avançados do mundo. Está pelo menos no top-3, é um jogador que, se vierem fora da caixa, ele é absolutamente fantástico e quando entra parece que vai para outra dimensão. Mesmo com um ou dois jogadores à volta consegue quase sempre ganhar. Fizemos bem em tentar limitar as suas opções, mas meio metro é suficiente para fazer o que fez, não só contra nós, mas contra todas as equipas contra quem joga»

O que pensa da ausência de Diogo Costa dos nomeados para melhor guarda-redes?

«Para mim, o Diogo Costa seria nomeado, mas o meu voto não conta. Sim. Já falei sobre o Diogo e o que penso dele. O coletivo também fez uma grande performance e um deles é Nehuén, que lutou como um monstro contra um jogador fantástico, com o espírito real do Dragão»

Que comentário faz à arbitragem e ao lance em que Gabri Veiga acabou a sangrar?

«As imagens no Gabri Veiga foram claras. E o segundo amarelo para o Gvardiol também era claro. Foi um gesto antidesportivo. Podia ter mudado algo, mas faz parte do jogo»

FC Porto teria beneficiado de substituições mais cedo?

«Houve um momento, especialmente na segunda parte, em que gerámos várias oportunidades de golo que podiam ter mudado muita coisa. Temos de estar preparados para o próximo fim de semana. Na última jornada do campeonato perdemos, temos que estar preparados. Hoje a equipa teve muitos problemas. Falta de jogadores. Houve situações que podiam ter mudado a dinâmica do jogo, mas mostramos o nosso ADN e que esta equipa é muito grande»

FC Porto conseguiu incomodar mais o Manchester City depois do 0-1...

«Tivemos grandes momentos na primeira parte. Se analisarmos o jogo, vamos ver muitos momentos potenciais que não se tornaram oportunidades de golo por uma eficácia errada por meio metro e não se podem falhar este tipo de situações. Falhámos esta noite, mas competimos muitíssimo bem. Mas o jogo foi decisivo na nossa baliza e a qualidade deles fez a diferença»

Lançou Gimenez e Fofana assim como Francisco Moura, mas Souza ficou no banco. Esta opção foi física?

«Sobre o Seko, é um dos jogadores que chegou nos últimos dias do mercado, o mesmo com o Gimenez. O que nos pode dar é isto e estamos a tentar utilizá-lo para o pôr na melhor forma. Esteve fora porque teve verão muito curto e precisa de ganhar um certo ritmo. O Francisco penso que entrou muitíssimo bem no jogo»

Derrota contra um candidato deixa-o mais otimista?

«Não penso nisto. A minha única obsessão agora é o jogo do próximo fim de semana. O jogo de hoje deixou-nos uma sensação agradável, mas não é meu estilo pensar no que pode acontecer. No fim de semana vamos jogar num campo que não é amigável para nós»

De que forma tentou ajustar a pressão?

«Penso que gerimos bem os momentos agressivos. Houve três ou quatro momentos com bolas perigosas que podiam ter dado mais para nós. É normal que contra uma equipa deste nível e com esta qualidade, bastava uma pequena diferença para mudar tudo»

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