Tunísia recebe reforço para o Mundial
A Federação Tunisina de Futebol (FTF) confirmou que Rani Khedira, médio do Union Berlin, está agora elegível para representar as águias de Cartago, após a FIFA ter aprovado a mudança de nacionalidade desportiva.
O jogador, de 32 anos, irmão mais novo do campeão do Mundo pela Alemanha em 2014, Sami Khedira, torna-se, assim, uma opção válida para o selecionador Sabri Lamouchi a menos de 100 dias do arranque do Campeonato do Mundo.
Apesar de ter representado as seleções jovens alemãs, Rani Khedira nunca chegou a ser convocado para a equipa principal da nationalmannschaft.
Em comunicado oficial, a FTF anunciou a decisão da FIFA :«A Federação Tunisina de Futebol tem a honra de informar o público desportivo e os representantes dos meios de comunicação que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) aprovou oficialmente hoje (quarta-feira, 4 de março) a mudança de filiação desportiva do jogador Rani Khedira.»
O organismo federativo destacou que esta decisão foi o resultado dos esforços dos dirigentes e da «vontade expressa e constante do jogador de defender as cores da Tunísia». A federação acrescentou que «o jogador está agora elegível para representar as seleções nacionais (...) com efeito imediato».
No entanto, a chegada do antigo jogador do Leipzig e do Augsburgo não está isenta de controvérsia. Parte da opinião pública acusa o médio de oportunismo, recordando que, em 2018, Khedira terá recusado uma convocatória da seleção tunisina, alegando na altura não falar árabe nem francês e não conhecer os outros jogadores.
Apesar da polémica, a federação deu as boas-vindas ao atleta. «A Federação Tunisina de Futebol, que se congratula com o sucesso deste processo, deseja as boas-vindas a Rani Khedira à família do futebol tunisino e deseja-lhe boa sorte com as Águias de Cartago».