Farioli relativizou vantagem para o Sporting, cujo duelo desta jornada diante do Tondela foi adiado devido aos compromissos europeus

Três golos para o número 3, Pietuszewski e Gul: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto analisa triunfo caseiro (3-0) diante do Moreirense, que permite aos dragões aproximarem-se do título

Francesco Farioli analisou mais um triunfo confortável (3-0) do FC Porto na Liga, este domingo, na receção ao Moreirense, resultado que permite aos dragões cavarem um fosso de sete pontos para os rivais Sporting e Benfica.

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— Está feliz com a exibição?

— Estamos muito felizes com o resultado e por podermos dedicar a vitória ao Thiago. Não sei se foi coincidência, mas marcámos três golos para o nosso número 3. Ele vive um momento muito difícil e estamos com ele. Podíamos ter marcado o terceiro mais cedo. Noite perfeita antes do jogo europeu.

— Pietuszewski voltou a brilhar. Teme que possa sair no verão?

— Ele acaba de chegar, temos de deixá-lo ter calma, terá tempo para se mudar. Os golos foram todos marcados por jovens. Estamos a jogar com muitos jovens interessantes, com grande futuro se mantiverem a mesma mentalidade, velocidade e intensidade. O mais importante é estarmos muito calmos e focados. Nessa parte, o Oskar também é excelente. Tem a ajuda do Kiwior e do Bednarek, que o ajudam a manter os pés na terra. O Pietuszewski está no início de uma grande carreira. O mercado, teremos tempo para isso, mas não há discussão de que Oskar continuará aqui para ajudar-nos a melhorar na próxima época. [Sobre as lesões] Oskar teve um vírus nestes dias, não estava a topo e ao intervalo voltou a ter problemas. Pepê teve cãibras e Martim [Fernandes] foi um toque, não espero nada de mais.

— Rosario entrou para o lugar de Zaidu. Como está Moura?

— O Moura está bem. Falámos há alguns dias, está pronto para jogar, para competir. Foi uma decisão minha dar minutos ao Pablo, pensando no jogo de quinta-feira. O Pablo estava fora e precisava de ritmo. Ee é muito inteligente e desbloqueou uma nova posição durante alguns minutos.

— Deniz Gul voltou a não marcar. É uma questão de confiança?

— A confiança não é um problema. Os adeptos adoram-no e, internamente, tem a confiança total de todos. Jogou bem, como na Luz e em Estugarda. O golo virá.

— Qual é a importância dos próximos dois jogos (Estugarda e SC Braga)?

— São muito importantes. Na quinta-feira é uma situação de dentro ou fora. Temos de abordar o jogo com vontade de ganhar. Vamos precisar de um Dragão cheio. Precisamos de todo o estádio connosco. Vai ser algo especial. Depois, veremos se passamos e, em alguns dias, jogaremos contra o SC Braga. Sabemos o nível da equipa deles, mas por agora o foco é recuperar para quinta-feira.

— Como é que tem sido lidar com tantas perdas fora do campo?

— Esta época tivemos, infelizmente, vários momentos difíceis fora do campo, situações extremas e dolorosas. O que aconteceu ao Jorge afetou todos diretamente. Passamos mais tempo com a equipa do que com a nossa própria família. O que podemos fazer é dar o amor de que precisam. Temos uma família verdadeira na forma como nos apoiamos e nos mantemos unidos.

— Vantagem de sete pontos pesa na luta pelo título?

— Com um adversário a ter menos um jogo, é uma tabela virtual. Precisamos de estar fora desses cálculos. Já disse antes que temos de estar longe desses jogos psicológicos. Temos de ir a todo o gás.