Bruno Sá, candidato às eleições do Sporting, condenou violência antes do dérbi de futsal
Bruno Sá, candidato às eleições do Sporting, condenou violência antes do dérbi de futsal

Bruno Sá reage a incidentes: «Ciclo de violência que urge travar»

Candidato às eleições do Sporting apontou o dedo às autoridades e reforçou: «Incidentes são inaceitáveis e exigem reflexão profunda de quem tutela a segurança no desporto em Portugal»

Depois da aministração leonina, liderada por Frederico Varandas, também Bruno Sá, outro candidato às eleições do próximo dia 14 de março, reagiu aos incidentes de ontem, em Alvalade, antes do dérbi entre Sporting e Benfica no futsal, que originou 124 detidos. O empresário aproveitou a ocasião para reagir a abordou o clima de total insegurança que existe em Portugal, exigindo mudanças.

Leia o comunicado de Bruno Sá:

Pela segurança da Família Sportinguista e o fim da impunidade. 
Os incidentes ocorridos ontem nas imediações do nosso Pavilhão João Rocha, antes do dérbi de futsal, são absolutamente inaceitáveis e exigem uma reflexão profunda de quem tutela a segurança no desporto em Portugal. 
 
Como candidato à Presidência do Sporting Clube de Portugal, a minha prioridade será sempre a defesa intransigente de toda a família sportinguista. Não podemos aceitar que famílias, crianças e cidadãos que circulam nas zonas do Estádio e do Pavilhão vejam a sua integridade física ameaçada por grupos que confundem rivalidade com criminalidade. 
 
É com estranheza e preocupação que leio as declarações das autoridades. Quando o comando da PSP admite que o policiamento era o «ajustado», mas simultaneamente reconhece que os grupos de risco conseguem entrar por zonas não habituais de forma «criativa», somos obrigados a questionar: se as autoridades já conhecem estes indivíduos e os seus métodos recorrentes, como é possível que o dispositivo de segurança continue a ser permeável? 
 
Não podemos normalizar a ideia de que a polícia «não pode estar em todas as esquinas». Num evento de alto risco, a eficácia mede-se pela prevenção, não pela justificação pós-incidente. É imperativo que os dispositivos de segurança para as modalidades sejam revistos de imediato. A integridade de quem vai a um evento desportivo não pode ser uma variável de sorte ou azar. 
 
Mais grave ainda é o sentimento de impunidade que se instalou. Ontem, ouvimos o grito de revolta de muitos Sportinguistas que sentem que, perante episódios recorrentes junto ao nosso pavilhão, a balança da justiça e da eficácia policial não parece equilibrada. Há, claramente, um ciclo de violência que urge travar. 
 
O Sporting que eu defendo é um Sporting de sócios e para os sócios. Um clube que exige respeito e que não tolera que a sua casa seja palco de insegurança. Exigimos garantias concretas de que, no futuro, o perímetro de Alvalade será um local seguro para todos os que amam o desporto.