Miguel Oliveira com o 10.º tempo em Superbikes: «Tivemos boas sensações, podemos melhorar»
O português Miguel Oliveira concluiu, esta sexta-feira, os treinos livres da prova inaugural do Mundial de Superbikes, na Austrália, com o décimo melhor tempo, naquela que foi a sua estreia oficial na competição e pela BMW, campeã de construtores em 2025.
Na transição dos protótipos de MotoGP para as motas de série, o piloto de Almada, de 31 anos, alcançou a melhor marca na primeira das duas sessões do dia, ao rodar em 1.29,746 minutos. Registo que o deixou 0,852 segundos do mais rápido, o italiano Niccolo Bulega (Ducati), que é apontado como o principal favorito ao título de 2026.
Atrás de Bulega ficaram os irmãos britânicos Alex Lowes (Bimota), a 0,496 segundos, e Sam Lowes (Ducati), a 0,524 segundos, que fecharam o pódio dos treinos.
Apesar do 10.º lugar, Oliveira destacou-se como o melhor entres as BMW, a equipa campeã mundial, superando o colega italiano Danilo Petrucci, de 26 anos, que obteve a 12.ª posição entre os mais velozes na volta ao Circuito de Phillip Island; onde sábado e domingo irão decorrer as três corridas desta primeira etapa do Mundial.
No final do dia, Miguel Oliveira mostrou-se otimista com a adaptação À BMW. «Estreia oficial feita aqui em Phillip Island. [Tivemos] boas sensações, sabemos o que podemos melhorar para amanhã e continuamos a aprender. Segue-se um dia completo com qualificação e corrida 1», afirmou.
O programa de sábado inclui mais uma sessão de treinos livres, a qualificação e a primeira das três corridas do fim de semana. O calendário é composto por 12 rondas, com duas a realizarem-se em território nacional. Após a jornada de abertura em Phillip Island, na Austrália, o campeonato segue para o Algarve. O regresso a Portugal está agendado para outubro, com a penúltima prova a ter lugar no Estoril.
Considerado uma das estrelas da competição, Oliveira substitui o bicampeão mundial Toprak Razgatlioglu, que, por sua vez, ocupou o lugar do português no MotoGP. O campeonato, organizado pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM), é o segundo mais importante para motos de pista, distinguindo-se do MotoGP por utilizar motos derivadas de série (1000 cc) com um custo a rondar os 500 mil euros, em contraste com os protótipos de 3,5 milhões de euros da categoria rainha.
O campeonato de 2026 contará com a presença de seis construtores: BMW, Ducati, Yamaha, Kawasaki, Honda e Bimota. Cada fim de semana de prova inclui três corridas: duas principais (sábado e domingo) e uma corrida curta de superpole no domingo.
Portugal terá uma dupla representação no paddock, com Tomás Alonso a competir na nova categoria Sportbike, que substitui as Supersport300. O piloto de Loures, de 24 anos, alinhará numa Yamaha pela equipa de Miguel Oliveira. O Mundial de Superbikes inclui ainda as categorias de suporte Supersport (600cc) e uma competição feminina.
Artigos Relacionados: