Tragédia na Maratona de Nova Iorque: jovem de 24 anos morreu com uma condição rara
Rachel Apa estava prestes a concluir a primeira maratona da sua vida quando sofreu uma emergência médica, a poucos quilómetros da meta da Maratona de Nova Iorque, disputada a 1 de novembro. A jovem de 24 anos foi transportada em estado crítico para o Hospital Mount Sinai, mas acabou por morrer poucas horas depois.
A antiga jogadora de hóquei em campo da Universidade de Bucknell, onde competiu ao nível da primeira divisão universitária norte-americana, participava na prova com um objetivo solidário: angariar fundos para a Fundação Parkinson, em homenagem ao avô, que morreu devido à doença.
A jovem encontrava-se por volta do quilómetro 24 quando sofreu o episódio. Um espectador iniciou manobras de reanimação e os meios médicos utilizaram um desfibrilhador, mas não foi possível salvá-la. Segundo a NBC News, os médicos informaram a família de que a causa da morte foi rabdomiólise, uma condição rara que provoca a destruição das fibras musculares e pode causar danos graves nos rins.
A rabdomiólise pode surgir na sequência de lesões, desidratação severa ou exercício físico de intensidade elevada. Entre os principais sintomas estão dores, inchaço e fraqueza muscular, bem como urina escura. Nos casos mais graves, pode provocar insuficiência renal potencialmente fatal. O tratamento passa habitualmente pela administração de líquidos e eletrólitos por via intravenosa, podendo ser necessária diálise.
Rachel tinha partilhado com o pai, pouco antes da partida, que se sentia preparada para o desafio: «Sinto-me fantástica. Nunca me senti tão bem», escreveu. A mãe e vários amigos aguardavam por ela perto do quilómetro 40, mas a jovem nunca chegou a esse ponto.
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