Diogo Costa nega o golo a Matanovic (foto: IMAGO)
Diogo Costa nega o golo a Matanovic (foto: IMAGO)

Tinha de ser um Diogo a guiar o apuramento luso (as notas de Portugal)

Estabilidade de Diogo Costa na baliza portuguesa foi fundamental, sobretudo no período de maior desnorte, para manter Portugal no caminho da reviravolta, consumada com um golo da 'arma secreta'
DIOGO COSTA (7)

A distinção não deve dar a ideia de que Portugal foi inferior à Croácia, mas deve premiar a estabilidade que Diogo Costa deu à equipa, sobretudo no período de maior desnorte luso, na sequência do golo de Ivan Perisic. Se na primeira parte foi um mero espectador, em Toronto, na etapa complementar protagonizou quatro intervenções de grande nível, a evitar o segundo golo croata. Brilhou duas vezes perante Kovacic, mas também depois na mancha a Baturina e a Matanovic. A reviravolta da Seleção Nacional começou na baliza, e tinha de ser um Diogo, no jogo em Jota esteve ainda mais presente.

JOÃO CANCELO (5) — A presença de Pedro Neto empurrou-o frequentemente para zonas interiores, mais do que nos jogos anteriores. Embora esteja habituado a esse papel,  nunca revelou conforto no plano ofensivo. Defensivamente fica associado ao golo de Perisic, embora tenha sido traído por um desvio de cabeça. Pouco depois foi substituído.

RÚBEN DIAS (6) — Ainda mal tinha sido perturbado e já estava admoestado com o cartão amarelo (17'), mas o foco e a capacidade de liderança ajudaram-no a ficar em campo até ao fim, e até acabou a arrancar um cartão para Perisic. Exibição positiva, embora não isenta de erros, como no lance do golo anulado à Croácia ao cair do pano, no qual foi batido no ar.

RENATO VEIGA (6) — Também protagonizou alguns momentos de hesitação angustiante, no setor mais recuado, mas teve um protagonismo inesperado do ponto de vista ofensivo. Conquistou o penálti que deu o golo do empate e ainda ficou perto de marcar de cabeça em duas ocasiões.

NUNO MENDES (6) — Nota-se que a condição física não é a ideal, mas o lateral esquerdo deixa sempre tudo em campo. Insistiu na ligação a Rafael Leão pelo corredor e manteve o vai-e-vem constante. Na cobrança de pontapés de canto criou dificuldades à equipa croata.

JOÃO NEVES (6) — Ficou em campo até ao final, ao contrário de Vitinha e Bruno Fernandes, parceiros na zona intermediária, mas não significa isso que tenha sido melhor. A entrega é sempre máxima, mas a rotação sempre elevada teve influência reduzida, sobretudo para fazer a equipa avançar no terreno e aparecer em zonas adiantadas.

VITINHA (5) — Talvez seja mais vítima do que réu, dentro da instabilidade que a equipa vai demonstrando, mas a realidade é que esteve, uma vez mais, distante do nível habitual. Bem tentou pegar no jogo, mas depois não conseguiu fugir à dificuldade para encontrar linhas de passe para servir os colegas mais adiantados.

PEDRO NETO (5) — Teve a possibilidade de ficar encostado à linha, pela direita, mas nunca conseguiu desequilibrar. Tirou um bom cruzamento que Ronaldo não conseguiu desviar, mas o melhor apontamento até foi uma notável recuperação defensiva, ainda na primeira parte. Insuficiente para escapar à primeira pausa para substituições.

BRUNO FERNANDES (6) — Protagonizou a primeira oportunidade de Portugal, dupla, logo ao minuto 4, e foi dos melhores de Portugal na primeira parte, se não o melhor. É verdade que entrou muito apagado na segunda parte, mas surpreendeu a saída ao minuto  62.

RAFAEL LEÃO (7) — Muito endiabrado nos minutos iniciais, a sua presença no onze parece ter surpreendido a seleção croata. Não evita a tendência para ter alguns apagões ao longo do jogo, mas a verdade é que foi protagonista  de um remate que bateu com estrondo na trave da baliza de Livakovic, logo depois do golo croata, e depois arrancou cruzamento venenoso para o golo da reviravolta portuguesa.

CRISTIANO RONALDO (6) — O golo que contou foi o de penálti, ao minuto 68, a dar o empate a Portugal, mas o melhor momento da exibição foi a notável finalização a dois toques, pouco antes (61'), ingloriamente invalidada por fora de jogo que escapava à Lei Wenger (tal como um da Croácia, posteriormente). Saiu ao minuto 81, para espanto geral, incluindo do próprio, tendo em conta o empate registado então no marcados.

NÉLSON SEMEDO (5) — Rendeu Cancelo no lado direito da defesa, ao minuto 62, e sentiu dificuldades para participar no processo ofensivo. Conseguiu acerto defensivo, em todo o caso, embora tenha sido batido de cabeça por Mario Pasalic, ao minuto 89, num lance de grande perigo para Portugal.

BERNARDO SILVA (6) — A saída de Vitinha e Bruno Fernandes, em simultâneo, criou problemas à equipa no meio-campo, mas a experiência de Bernardo ajudou a dar alguma estabilidade.

FRANCISCO CONCEIÇÃO (5) — Não conseguiu desequilibrar na ala direita, embora ainda tenha protagonizado um remate já nos minutos finais, que saiu ao lado.

GONÇALO RAMOS (7) — A fama de arma secreta talvez o prejudique na luta pela titularidade, mas que luxo ter uma alternativa sim, capaz de saltar do banco com a motivação e eficácia necessárias para assinar o golo da reviravolta de Portugal e garantir o apuramento para os oitavos de final.

RÚBEN NEVES (5) — A sua entrada foi Roberto Martínez a reconhecer que tinha errado ao tirar Vitinha e Bruno Fernandes ao mesmo tempo, sem a devida compensação. O camisola 21 até entrou bem no jogo, mas ainda apanhou um valente susto com aquele lance - no qual intervém -do golo do empate anulado à Croácia ao minuto 90+13, por fora de jogo.

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