Tiago Margarido: «Os nossos valores têm de ser inegociáveis»
O V. Guimarães chega à 7.ª jornada da Liga apenas com uma vitória, na 3.ª jornada, diante do Nacional (1-0), sendo que antes havia perdido duas vezes, depois mais duas derrotas e um empate. A jogar em casa, os vimaranenses sabem que não há margem para falhar diante de um Moreirense que vai tentar fazer história: nunca venceu em Guimarães, nas 15 visitas já efetuadas, em jogos para o campeonato (12 derrotas e três empates).
Na conferência de imprensa de antevisão a este jogo, realizada este sábado, o treinador dos vimaranenses, Tiago Margarido, mostrou-se otimista.
Sobre o que aquilo que a sua equipa tem de fazer para conseguir alterar o rumo dos últimos resultados, o treinador afirmou: «Teremos de abordar o jogo com uma vertente estratégica adaptada ao adversário. Vamos procurar ser mais equilibrados, não deixar partir tanto o jogo como aconteceu na segunda parte, principalmente após o empate no jogo contra o Viseu. Tudo o resto vamos manter, os nossos valores têm de ser inegociáveis. Temos que jogar com a mística e com o ADN do Vitória, mas sempre com uma vertente estratégica ajustada àquilo que é o nosso adversário, não deixando partir tanto o jogo como aconteceu na última jornada. Vamos ajustar a vertente estratégica consoante o adversário e não deixando partir tanto o jogo.»
E explicou as razões para que o jogo com o Académico de Viseu tivesse partido: «O jogo partiu porque quisemos ir atrás do resultado. Tivemos a vontade de vencer o jogo e isso depois, nos últimos minutos, tornou-se penalizador, porque acabámos por sofrer o golo. Podia dar para um lado ou para o outro. A verdade é que nós fomos audazes e quisemos ir atrás do resultado. Infelizmente, não caiu para o nosso lado. Procuramos daqui para a frente ser um pouco mais equilibrados nesses momentos. Mas retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar o jogo. Obviamente, temos que ser mais cerebrais, mais equilibrados, para não deixar o jogo partir dessa forma.»
No que toca a possíveis alterações no onze, nomeadamente no meio-campo, o treinador não quis levantar a ponta do véu: «Relativamente à equipa não vou dizer, como é óbvio, como vamos jogar. A verdade é que fazemos sempre uma avaliação sobre aquilo que foi o último jogo, perceber quais foram as coisas que correram bem e aquelas que não correram tão bem.»
Certo é que não vai contar com avançado Alioune Ndoye, que enfrenta três três jogos de suspensão aplicados pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, após suspensão na sequência da agressão a Alejandro Mestanza, registada na reta final do encontro com o Ac. Viseu.
«Não me compete avaliar, mas enquanto agente desportivo acho excessivo o castigo. Porque é preciso ter em conta o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo, os jogadores estavam com os nervos à flor da pele. Houve uma disputa no ar em que o jogador achou injusta a falta que o árbitro marcou. E depois, obviamente, que não pode ter aquela reação, mas mediante o contexto que foi, acho completamente excessivo os três jogos. Como disse, não me cabe a mim avaliar este tipo de situações, mas estaremos aqui para ver daqui para a frente se o critério se vai manter em outras situações semelhantes. E se se mantiver, está tudo bem. Agora, o que é importante também é corrigirmos o Ndoye, porque não pode ter aquele tipo de atitude. E isso a mim, enquanto treinador, é o que realmente me preocupa. Os jogadores têm de ter capacidade mental de conseguir reagir a todos os momentos e ali ele perdeu um bocadinho o controlo emocional», comentou.
O jogo realiza-se neste domingo, à tarde, e as bancadas do Estádio D. Afonso Henriques estarão bem compostas. Instado sob o escrutínio a que a equipa estará exposta, Tiago Margarido espera que os adeptos apoiem.
«A nossa principal preocupação é jogar contra o Moreirense e não jogar com as bancadas, porque as bancadas estão sempre do nosso lado. Nós, ao nível daquilo que é, tanto nos jogos fora como em casa, estamos sempre a ganhar 1-0. O apoio de fora será, de certeza absoluta, enorme, como tem sido até agora. Obviamente que há um ou outro jogo em que existiu contestação no fim, mas é completamente normal e é completamente justo e é normal que haja essa frustração. Agora, os adeptos do Vitória estão com a equipa. Os adeptos do Vitória sabem que a equipa joga bem e os adeptos do Vitória sabem que é só uma questão da bola começar a entrar. Há uma união muito grande, apesar de eu sentir que de fora querem fragmentar essa união que existe, essa desunião não existe. Há união, no fim, quando a equipa não consegue ganhar há frustração, tanto dos jogadores como da equipa técnica, como da direção e dos adeptos. O que é normal, porque queremos todos muito ganhar. Agora, não existe fragmentação aqui dentro. Existe muita união e, como eu disse, os adeptos do Vitória sabem que o Vitória joga bem e é uma questão da bola começar a entrar», concluiu.
Angola chama Beni Mukendi
O nome de Beni Mukendi consta da convocatória da seleção de Angolana para os jogos da próxima data FIFA, com o jogador a estar fora de Guimarães entre 21 de setembro a 6 de outubro, quando os palancas defrontarão as congéneres do Egito (dia 25) e do Malawi (6/10), tendo em vista da fase de qualificação para a CAN 2027.
Diga-se que o médio, de 24 anos, soma 11 internacionalizações pela seleção principal de Angola.