Eduardo Camavinga
Chegada dos jogadores a Clairfontaine foi-se tornando uma referência também no lifestyle. Na foto, Eduardo Camavinga - Foto: IMAGO
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Zidane acaba com 'show' de modelos em França: «Não precisamos desse espetáculo»

Novo selecionador francês assume medida mais dura, terminando com moda nos últimos anos em Clairefontaine. Mbappé confirmado como capitão

Na primeira conferência de imprensa como selecionador de França, Zinedine Zidane confirmou que Kylian Mbappé será o capitão da equipa, abordando ainda as ausências de Kanté e Tchouaméni, o futuro de Benzema na seleção e... o fim das câmaras durante a chegada dos jogadores à concentração em Clairefontaine.

Pouco depois de anunciar a sua primeira convocatória, Zizou esclareceu vários pontos importantes, começando por assegurar que o avançado do Real Madrid vai envergar a braçadeira: «Sim, Mbappé será o meu capitão.»

O treinador também desvalorizou o debate sobre o trabalho defensivo do jogador, considerando-o «um falso debate e um falso assunto» e garantindo que o atacante vai contribuir como os restantes. «É um debate absurdo. Defenderá como mais um», afirmou, acrescentando que a sua posição preferida para Mbappé é na ala esquerda, embora reconheça a sua polivalência para jogar nas três posições da frente de ataque.

Questionado sobre um possível regresso de Karim Benzema, Zidane elogiou o avançado, mas indicou uma mudança de ciclo. «Passei com ele anos extraordinários em Madrid. Adoro-o. Foi internacional por França. Neste momento, preciso de ver jogadores mais jovens. Isso não retira mérito à sua trajetória na seleção francesa nem a nível de clubes», explicou.

Outras decisões importantes foram as ausências de N'Golo Kanté e Aurélien Tchouaméni. Sobre o médio do Fenerbahçe, de 35 anos, Zidane foi direto: «Não o convoquei. É a minha decisão. Há jogadores para fazer evoluir esta equipa, e não tem nada a ver com as suas qualidades. Foi um jogador exemplar». Já no que toca ao médio do Real Madrid, a decisão foi baseada na sua condição física. «É um jogador que quase não jogou. [...] Para o seu processo de recuperação, era melhor que continuasse em Madrid», justificou.

O novo selecionador francês também se demarcou de polémicas externas, como a questão das camisolas de Ceuta ou as eleições de 2027, afirmando que o seu foco está exclusivamente no trabalho com a equipa. «Concentro-me na minha tarefa, que é ser selecionador da seleção francesa», disse.

Zidane sublinhou que a sua chegada representa «continuidade com as suas ideias» e não uma rutura, dado o seu «vínculo enorme» com a seleção, pela qual foi jogador.

Anunciou ainda uma mudança na forma como a já famosa chegada dos jogadores a Clairefontaine será gerida, com um maior controlo: «Não há nenhuma mensagem de sobriedade. O que vamos mudar é que, assim que chegarmos lá, já não é preciso fazer tanto espetáculo. Tentaremos controlar um pouco mais as imagens, mas eles chegarão como quiserem.»

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