Zidane acaba com 'show' de modelos em França: «Não precisamos desse espetáculo»
Na primeira conferência de imprensa como selecionador de França, Zinedine Zidane confirmou que Kylian Mbappé será o capitão da equipa, abordando ainda as ausências de Kanté e Tchouaméni, o futuro de Benzema na seleção e... o fim das câmaras durante a chegada dos jogadores à concentração em Clairefontaine.
Pouco depois de anunciar a sua primeira convocatória, Zizou esclareceu vários pontos importantes, começando por assegurar que o avançado do Real Madrid vai envergar a braçadeira: «Sim, Mbappé será o meu capitão.»
O treinador também desvalorizou o debate sobre o trabalho defensivo do jogador, considerando-o «um falso debate e um falso assunto» e garantindo que o atacante vai contribuir como os restantes. «É um debate absurdo. Defenderá como mais um», afirmou, acrescentando que a sua posição preferida para Mbappé é na ala esquerda, embora reconheça a sua polivalência para jogar nas três posições da frente de ataque.
Questionado sobre um possível regresso de Karim Benzema, Zidane elogiou o avançado, mas indicou uma mudança de ciclo. «Passei com ele anos extraordinários em Madrid. Adoro-o. Foi internacional por França. Neste momento, preciso de ver jogadores mais jovens. Isso não retira mérito à sua trajetória na seleção francesa nem a nível de clubes», explicou.
Outras decisões importantes foram as ausências de N'Golo Kanté e Aurélien Tchouaméni. Sobre o médio do Fenerbahçe, de 35 anos, Zidane foi direto: «Não o convoquei. É a minha decisão. Há jogadores para fazer evoluir esta equipa, e não tem nada a ver com as suas qualidades. Foi um jogador exemplar». Já no que toca ao médio do Real Madrid, a decisão foi baseada na sua condição física. «É um jogador que quase não jogou. [...] Para o seu processo de recuperação, era melhor que continuasse em Madrid», justificou.
O novo selecionador francês também se demarcou de polémicas externas, como a questão das camisolas de Ceuta ou as eleições de 2027, afirmando que o seu foco está exclusivamente no trabalho com a equipa. «Concentro-me na minha tarefa, que é ser selecionador da seleção francesa», disse.
Zidane sublinhou que a sua chegada representa «continuidade com as suas ideias» e não uma rutura, dado o seu «vínculo enorme» com a seleção, pela qual foi jogador.
Anunciou ainda uma mudança na forma como a já famosa chegada dos jogadores a Clairefontaine será gerida, com um maior controlo: «Não há nenhuma mensagem de sobriedade. O que vamos mudar é que, assim que chegarmos lá, já não é preciso fazer tanto espetáculo. Tentaremos controlar um pouco mais as imagens, mas eles chegarão como quiserem.»