Zalazar sofre falta no Sporting-Alverca - Foto: LUIS FORRA/LUSA
Zalazar sofre falta no Sporting-Alverca - Foto: LUIS FORRA/LUSA

Terceiro golo leonino e pequenas falhas: a análise de Pedro Henriques ao Sporting-Alverca

Arbitragem de Fábio Veríssimo não teve isenta de erros, mas nenhum deles teve peso no resultado nem retira mérito ao bom desempenho do juiz de Leiria

Fábio Veríssimo, árbitro da AF Leiria, dirigiu o Sporting-Alverca, da 3.ª jornada da Liga, que se disputou no Estádio José Alvalade. Ao seu lado teve como auxiliares Pedro Mota e Hugo Ribeiro. O 4.º árbitro foi José Rodrigues e no VAR e AVAR estiveram, respetivamente, João Malheiro Pinto e André Campos. Vamos à análise do trabalho:

O jogo começou às 20h34, quatro minutos depois da hora marcada. Numa Liga que se quer valorizar e vender internacionalmente, é essencial cumprir os horários. Inadmissível.

10' — Dois toques. Em qualquer recomeço, se o executante tocar duas vezes consecutivas na bola, a sua equipa deve ser punida com pontapé livre indireto. Foi o que aconteceu com Zeno Debast, que, inadvertidamente, tocou na bola na execução do livre e voltou depois a jogar o esférico.

16' — Agarrou. Cartão amarelo bem exibido a Yaya Bojang por agarrar e puxar ostensiva, deliberada, persistente e antidesportivamente a camisola de Luís Suárez. O defesa gambiano do emblema ribatejano foi, por isso, bem sancionado disciplinarmente.

17' — Na cara. Foi deliberado o gesto de Maxi Araújo que, ao esticar o braço esquerdo, atingiu o rosto de Vivaldo Semedo. Uma infração negligente e antidesportiva, passível de cartão amarelo, que, contudo, não foi mostrado pelo árbitro.

22' — Amarelo bem exibido. Geny Catamo viu corretamente o cartão amarelo por uma entrada em salto e negligente, atingindo, com a sola e os pitons do pé direito, o tornozelo direito de Figueiredo. A infração impediu a progressão do avançado brasileiro pelo corredor esquerdo do ataque ribatejano.

24' — Canto por assinalar. O árbitro assistente estava mal posicionado na saída de bola do Alverca e não detetou que o esférico transpôs claramente a linha de baliza. Ficou, assim, por assinalar um pontapé de canto favorável ao Sporting.

Positivo

As decisões nas áreas, os assistentes ao nível dos fora de jogo em dois dos golos, o tempo útil de jogo (65%).

Negativo

O início do jogo, quatro minutos para lá da hora marcada. Cumprir os horários é uma questão de respeito e de organização.

26' — Sem penálti. Nas imagens repetidas cinco minutos depois, percebe-se que, na sequência de um canto dos leões, com a bola dirigida ao primeiro poste, Ian Luccas agarrou rápida e momentaneamente Zeno Debast com o braço direito. O lance ocorreu longe da bola e da zona de ação, dentro da área. Contudo, Debast deixou-se cair de imediato, num lance inconsequente e sem intensidade suficiente para justificar pontapé de penálti.

39' — Amarelo bem exibido. Numa entrada frontal e fora de tempo, Davy Gui esticou a perna direita e atingiu, com a sola e os pitons, o peito do pé direito de Flávio Gonçalves. Uma entrada negligente, corretamente sancionada com cartão amarelo.

45' — Pouco tempo adicional. Foi concedido apenas um minuto de compensação, claramente insuficiente face às incidências da primeira parte. Além do golo, registaram-se três cartões amarelos, situações que justificavam mais tempo de recuperação.

45+1' — Incorreto. Entrada desnecessária, deliberada e com o propósito de marcar posição: Suárez abalroou Rayan Lucas com o braço direito e o corpo, sem qualquer intenção de jogar ou disputar a bola. Tratou-se de uma ação negligente e antidesportiva, merecedora de cartão amarelo.

60' — Em jogo. O terceiro golo dos leões foi legal, sem infração à Lei do Fora de Jogo. No momento do passe de Geny Catamo para Suárez, o avançado estava no seu próprio meio-campo. Só é possível assinalar fora de jogo no meio-campo adversário, não contando a linha de meio-campo.

72' — À queima. Remate de muito perto e com a bola a surgir de forma inesperada por parte de Suárez. O esférico embateu no cotovelo esquerdo de Yaya Bojang, que tinha o braço dobrado, junto e encostado ao corpo, sem criar volumetria extra. Não existia, portanto, motivo para pontapé de penálti.

75' — Amarelo bem exibido. Marco Essimi agarrou e derrubou Luís Guilherme, travando uma transição ofensiva. Falta tática, corretamente punida com cartão amarelo.

88' — Em jogo. No golo dos ribatejanos, não houve infração à Lei do Fora de Jogo. No momento do passe de Vasco Moreira para Figueiredo, o jogador estava em posição legal. Foi Eduardo Quaresma, na zona central da área, quem colocou em jogo o avançado brasileiro do Alverca.

90' — Compensação insuficiente. Foram dados quatro minutos de tempo adicional, pouco para as incidências da segunda parte: um cartão amarelo, três golos e seis paragens para substituições, que envolveram a entrada de dez jogadores. Mais uma vez, o tempo de recuperação concedido ficou aquém do necessário.

NOTA DE FÁBIO VERÍSSIMO — 6

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