Tensão e divisão no balneário: Nápoles vira barril de pólvora após derrota no Dragão
O Nápoles atravessa um momento de profunda crise desportiva e identidade, com o balneário partenopeo a viver um cenário de forte crispação interna. Perante a ausência do capitão Di Lorenzo, Matteo Politano assumiu o protagonismo no rescaldo de mais um desaire, frente ao FC Porto (1-4), no Dragão, para a Champions, deixando duras críticas veladas a alguns companheiros de equipa: «Gostava que viesse outro colega dar explicações, não sempre nós, os italianos...»
As palavras do internacional transalpino apontam diretamente aos atletas estrangeiros com maior peso no grupo que evitam a exposição pública, com as atenções a recaírem sobre referências como Anguissa e Rrahmani. O ambiente de cortar à faca ficou igualmente espelhado numa discussão acesa entre Lucca e De Bruyne, na qual o ponta de lança dirigiu insultos ao médio belga.
Apesar de o plantel ter estado unido em torno de Allegri, a sucessão de resultados negativos tem alimentado a frustração geral. No final do encontro, McTominay e Hojlund lamentaram o elevado número de derrotas, com o avançado dinamarquês a deixar um apelo alargado a todo o clube: «Temos de olhar todos ao espelho.»
O balneário dos azzurri evidencia atualmente uma clara fragmentação. O núcleo de italianos composto por Di Lorenzo, Politano e Spinazzola mantém fortes laços fora das quatro linhas, enquanto as saídas de referências como Mazzocchi e Juan Jesus fragilizaram os equilíbrios do grupo. Em contrapartida, Anguissa — que mantinha grande proximidade com Osimhen e Juan Jesus — encontra-se agora mais isolado e condicionado por um contrato perto do término.
Nos restantes sectores do plantel formam-se pequenas afinidades: Lang e Neres mantêm uma ligação cúmplice desde o verão de 2025, Alisson e Giovane mostram-se inseparáveis, e McTominay e Gilmour partilham uma rotina muito próxima. Já figuras de peso como De Bruyne, Lobotka e Hojlund assumem uma postura estritamente profissional e reservada fora dos relvados.