Avançado espanhol mostrou-se pleno de sentido de oportunidade para fazer o 2-1 frente ao Espanhol. #DAZNLaLiga
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Talismã do Real Madrid confessa: «É um privilégio que Mourinho seja assim comigo»

Carlos Espí tem tido pouca utilização, mas já marcou golos decisivos

O avançado do Real Madrid, Carlos Espí, falou ao AS durante a sua primeira concentração com a seleção sub-21 de Espanha, abordando a sua transferência para o clube madrileno, a relação com José Mourinho e a adaptação a uma nova realidade.

Com apenas 26 minutos em campo, Espí já marcou dois golos decisivos, um contra o Espanhol e outro frente ao Elche, demonstrando um rendimento imediato. O avançado foi uma contratação-relâmpago do Real Madrid, pensada por Mourinho assim que a saída de Gonzalo García para o Fulham se tornou numa certeza. A sua adaptação foi tão rápida quanto a transferência, e agora, na sua estreia pelos sub-21, partilha as suas primeiras palavras desde a mudança de vida a 30 de julho.

Apesar de o seu nome ter sido cogitado para a seleção principal, Espí encara a chamada aos sub-21 com grande entusiasmo. «Sabia que tinha possibilidades, a convocatória para os sub-21 motivou-me muito. Tenho muita, muita vontade de apoiar e ajudar a equipa no que for preciso», afirmou, acrescentando que não pensa, para já, na seleção A: «Oxalá, mas estou aqui na minha primeira convocatória com os sub-21 e tenho muitíssima vontade de dar o meu máximo. É preciso estar preparado».

A mudança do Levante para um balneário com estrelas como Mbappé, Vinicius e Bellingham foi drástica, mas Espí mantém os pés na terra. «A verdade é que ponho os pés no chão quando vou à minha terra e vejo a realidade. Treinar com os melhores do mundo é um privilégio e estou muito contente por isso», confessou.

O avançado recordou ainda os dias da sua transferência, que foi mantida em segredo até dos amigos mais próximos. «Foi complicadíssimo», disse entre risos. «Imaginem não poder dizer que vão assinar pelo Real Madrid! Foram dias lixados, porque queres contar, mas tens de cumprir com o que te pedem. Eu só queria contar aos meus amigos».

Questionado se alguma vez hesitou em aceitar a proposta, a resposta foi clara: «Realmente não. Assim que mencionaram o Real Madrid, tínhamos claro que era um grande salto na minha carreira para crescer e melhorar a cada dia. Cada minuto que jogo no Real Madrid é uma motivação extra.»

A relação com José Mourinho também foi um dos temas da conversa. O treinador português tem sido uma figura central na sua adaptação. «Com a trajetória que Mourinho tem, que me tenha acolhido como me acolheu desde o primeiro dia, que seja tão exigente comigo... Faz-me sentir mais cómodo, mais seguro, com mais confiança. É um privilégio que Mourinho seja assim comigo», elogiou.

Os elogios estendem-se aos colegas, como Courtois, que o apelidou de «bicho». Espí reage com humildade: «Que esses jogadores, com tanto nível e trajetória, falem assim de mim... Motiva-me, faz com que confie em mim mesmo. É um privilégio enorme.»

Sobre as comparações com Joselu, o jovem avançado prefere focar-se no seu próprio caminho. «Ele é ele e eu sou eu. Somos parecidos, mas eu foco-me em mim, no que posso fazer para ajudar a equipa», explicou.

Quanto a ser suplente de Mbappé, Espí vê a situação como uma oportunidade de aprendizagem. «Estou aqui para aproveitar cada oportunidade. Quero melhorar, quero crescer. Treinar com gente como o Kylian, o Jude... com todos. É incrível ver como são competitivos e exigentes. Estou a aprender e a melhorar muito», concluiu.

Num balanço sobre os primeiros tempos no Real Madrid, um dos jogadores do plantel merengue destacou a qualidade dos seus novos colegas, a forma como foi recebido e os objetivos para o futuro, sem esquecer a recente derrota no dérbi contra o Atlético Madrid.

Questionado sobre quem mais o impressionou no dia a dia, a resposta foi abrangente. «Surpreender... Kylian, Jude, Vini... e o Thibaut, que nos treinos defende muito! (risos). Todos, todos. São os melhores do mundo», afirmou, sublinhando a mentalidade vencedora do grupo: «Vê-se todos os dias a competitividade deles. Ganharam muitos títulos e continuam a tentar ser melhores a cada dia. É um privilégio, a sério.»

Sobre as instruções de Mourinho, especialmente ao entrar em campo em momentos decisivos, o jogador foi claro. «Primeiro, diz-me sempre para dar o máximo. Sejam 5, 10 ou 15 minutos. Que dê tudo. E que ajude o Kylian, que está ao meu lado, que nos complementemos no ataque», explicou. A estratégia passa também por uma forte presença na área: «Que esteja na área, porque a qualquer momento a bola pode cair-me... E, neste caso, caiu duas vezes e (sorri) quase três».

Apesar da derrota no dérbi com o Atlético, o discurso é de união e confiança. «Estamos lixados, claro, mas faltam muitos jogos. Temos de estar juntos, sem baixar os braços, penso que vamos conseguir. Esta paragem vem-nos bem para recarregar baterias e olhar em frente», garantiu, acrescentando que a chave é «trabalhar na mesma linha todos os dias, porque os resultados vão chegar».

O jogador recordou ainda a sua passagem pelo Levante, onde realizou 66 jogos e marcou 20 golos. «A família. O apoio que temos dos adeptos. A família que havia no balneário», disse, lamentando não se ter conseguido despedir adequadamente: «Soube-me um pouco mal, porque não me pude despedir. Vi alguns, mas ainda não consegui. O mister, os roupeiros... Ainda não consegui ver ninguém e sabe-me mal.»

Confrontado com o desafio de pedir três desejos, não hesitou: «Ganhar muitos títulos com o Real Madrid, chegar à seleção principal, que é um sonho de criança e... a curto prazo, fazer uma boa pausa para as seleções».

Por fim, ao ser questionado sobre a quem daria a Bola de Ouro, a resposta foi imediata e sem dúvidas: «Mbappé

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