A festa depois do primeiro golo de Matheus Cunha
A festa depois do primeiro golo de Matheus Cunha

Surfar a onda de Matheus Cunha e bailar na vertigem de Vinícius Jr.

Brasil relâmpago derrotou o Haiti por 3-0. Avançado do Man. United foi novidade no onze, fez dois golos e mostrou ser fundamental para o jogo coletivo do Escrete, que aproveitou os ataques rápidos. Extremo do Real Madrid esteve nos três golos, marcou um e assistiu outro

O Brasil estreou-se a vencer no Mundial 2026. A seleção brasileira derrotou o Haiti por 3-0 na segunda jornada do grupo C. Matheus Cunha, com dois golos, e Vinícius Jr., que marcou e assistiu, foram as grandes figuras do triunfo brasileiro.

Não se esperava um encontro equilibrado entre as duas seleções, mas, apesar do domínio, não foi particularmente feliz o início de jogo do Brasil, que teve muitas dificuldades em criar real perigo. A partir dos 20 minutos, porém, a canarinha pareceu notar que o Haiti, mesmo com uma firme linha de cinco, não estava a jogar sempre com o bloco muito recuado. E aí começou o real perigo brasileiro.

Aos 22', Raphinha apareceu nas costas da defesa, recebeu e picou sobre o guarda-redes, mas ao lado. O lance foi anulado por fora de jogo, tal como o golo que havia marcado aos 13', mas este, ao contrário do outro, deixou muitas dúvidas e seria sem dúvida analisado pelo VAR caso entrasse. A espera, no entanto, foi curta.

Uma das novidades de Ancelotti foi a colocação de Matheus Cunha em vez de Igor Thiago. O avançado do Manchester United teve liberdade total para aparecer numa linha e noutra, apoiar a construção do jogo brasileiro e finalizar. Foi ele que recuperou a bola a meio-campo que, aos 23', levou à corrida de Vinícius Jr., outro dos craques em destaque. Rematou, Placide defendeu, mas lá estava o avançado dos red devils para fazer o 1-0.

Viu-se maior conforto do Brasil a partir de então e também um crescimento, após a pausa para hidratação, das tentativas de explorar a linha de cinco mais recuada do Haiti. Aos 36', a estratégia voltou a dar frutos. Lucas Paquetá, que teve uma grande evolução exibicional face ao empate com Marrocos, ganhou a bola no meio-campo e iniciou a transição. Vini recebeu, temporizou e soltou em Cunha, que tratou de fuzilar a baliza adversária para fazer o segundo E aos 45'+3, o extremo do Real Madrid, que esteve na origem dos dois golos anteriores, voltou a aproveitar o desposicionamento adversário para, após passe fantástico de Paquetá, finalizar para o 3-0.

Com vantagem confortável chegava o Brasil ao intervalo. Assim que o ataque entrou nos eixos, com velocidade e verticalidade, nunca mais parou. Mesmo sendo a seleção teoricamente favoritíssima, algo que tratou de confirmar em campo, não foi em longas posses que a equipa de Carlo Ancelotti foi acutilante, mas sim nas transições rápidas, aproveitadas pela qualidade e velocidade de Vini e Cunha. O primeiro tempo terminava com de forma positiva para o Escrete, mas também com um asterisco na felicidade, já que, aos 40', Raphinha deixou o relvado com queixas na coxa direita, a mesma que o atormentou uma época inteira.

O Haiti entrou com outra cara no segundo tempo. Mais seguro, com mais vontade de ter bola, conseguiu inclusivamente causar calafrios ao Brasil, num cabeceamento de Adé ao qual Alisson respondeu com uma grande defesa. Do outro lado, Martinelli acertou na trave e Endrick chegou a marcar pouco depois de entrar, mas a festa durou pouco, já que o avançado do Real Madrid estava fora de jogo no momento do passe de Rayan. Nos minutos finais, a seleção haitiana cresceu e deu bons sinais, com vontade de ter bola e aproximações à área oponente, mas sem conseguir finalizar com perigo.

O resultado não sofreu mais alterações e com 3-0 terminou o jogo. O Brasil igualou os quatro pontos de Marrocos, com quem partilha o topo do grupo C. O Haiti ainda não pontuou.

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