FC Porto: o Bicho partiu há um ano, mas deixou legado eterno
Há um ano, a 5 de agosto de 2025, o FC Porto e o futebol português despediram-se de um dos mais marcantes defesas-centrais do panorama nacional e nome lendário na história do clube azul e branco. Jorge Costa, o Bicho, faleceu aos 53 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória sofrida no centro de treinos do Olival, enquanto desempenhava, num dia como tantos outros, as funções de diretor do futebol profissional dos dragões.
O mítico capitão e antigo camisola 2 partiu a cumprir a missão que sempre guiou o seu percurso no desporto rei: servir o FC Porto. Fê-lo enquanto dirigente, durante pouco mais de um ano, mas, acima de tudo, como futebolista. Em 13 épocas profissionais com a camisola azul e branca — realizou 383 jogos oficiais —, a maioria a envergar a braçadeira, conquistou oito campeonatos, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças, a Taça UEFA, a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental.
E foi com um título, o de campeão nacional, em maio último, que o FC Porto prestou a melhor homenagem possível ao Bicho. Nas celebrações que seguiram ao triunfo sobre o Alverca, a memória de Jorge Costa foi evocada com a descida ao relvado da bandeira que envolveu a urna do histórico capitão durante o velório, no Estádio do Dragão. Posteriormente, o artefacto foi retirado para o museu do clube, onde permanece.
Ao longo da última época, que o Bicho ainda ajudou a arquitetar, e antes de a equipa orientada por Francesco Farioli — sempre emotivo ao recordar «Jorge» — materializar no 31.º título o trabalho levado a cabo, o FC Porto foi prestando diversos tributos ao antigo futebolista. Um dos maiores aconteceu a 14 de outubro do ano passado: o centro de treinos do Olival foi rebatizado com o nome de Jorge Costa, numa cerimónia de tremenda emoção, que levou André Villas-Boas, presidente dos azuis e brancos, às lágrimas e contou com a presença da família do eterno camisola 2.
Também a título póstumo, o Bicho foi agraciado, em dezembro, com o Dragão de Ouro Recordação, entregue à viúva e aos filhos, e, mais recentemente, com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto. Villas-Boas desafiou ainda o atual capitão do FC Porto, Diogo Costa, a vestir a camisola 2 a partir da nova época, de forma a dar continuidade à história da mesma. Contudo, o guarda-redes manteve o número 99 por entender que a herança alicerçada por nomes como João Pinto e Jorge Costa deve manter-se intocada. Uma coisa é certa: um ano depois, o legado está vivo e o Bicho sempre presente. E assim continuará, enquanto houver quem esteja «disposto a pôr o FC Porto acima de tudo e de todos», como o próprio afirmou um dia.
As imagens do mural de homenagem a Jorge Costa
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