Sporting: Luis Suárez com mais de 5 mil minutos nas pernas
O Sporting fez-se representar nas Américas, palco do Mundial 2026, com oito jogadores, cujas seleções foram eliminadas antes dos quartos de final, à exceção da Bélgica de Zeno Debast.
Desses, apenas metade somaram minutos, os restantes não saíram do banco de suplentes. A nível de utilização foi Luis Suárez quem se evidenciou.
O avançado esteve 332 minutos em campo, tendo sido titular em três jogos dos cinco encontros dos cafeteros, nomeadamente nas vitórias frente a Uzbequistão (3-1), RD Congo (1-0) e na despedida, diante da Suíça (0-0, 3-4 nos penáltis), sendo que no primeiro jogo saiu a 10 minutos do apito final, no segundo foi rendido aos 58 minutos, por precaução, e no terceiro cumpriu 120 minutos. E foi suplente utilizado diante de Portugal (lançado aos 60´) e com o Gana entrou logo aos oito minutos face à lesão de Jhon Córdoba, neste jogo fez a assistência para o golo da vitória.
Contas feitas, Luis Suárez fecha a prestação na época 2025/2026, entre jogos de Sporting e seleção da Colômbia, com 5113 minutos (!) nas pernas, repartidos por 65 jogos em seis competições distintas, marcou 43 golos e ainda fez oito assistências. E se após o final da Liga o atacante dava sinais de cansaço — recorde-se que no setor atacante Rui Borges teve pouca margem de manobra para conseguir descansar o colombiano, face à lesão por tempo prolongado de Ioannidis, o jovem Rafael Nel era outra opção —, imagine-se agora, com mais cinco jogos de intensidade máxima e adrenalina de índice elevado.
É certo que Suárez vai ter direito a alguns dias de descanso, ainda assim, quando regressar ao Sporting para integrar os trabalhos de arranque de temporada, a Unidade de Performance traçará plano específico para o avançado que deverá ser dos últimos a apresentar-se às ordens de Rui Borges, muito provavelmente já em Alcochete, depois dos leões cumprirem estágio em Lagos, no barlavento algarvio, que, recorde-se, decorrerá entre os próximos dias 11 a 20 , período para o qual estão agendados dois jogos de preparação, nomeadamente diante do campeões escocês Celtic, a 14, e diante dos franceses do Estrasburgo, dia 20, ambos a realizarem-se no Estádio Algarve.
Maxi Araújo esteve na berlinda
Quem se destacou no Mundial foi Maxi Araújo. O lateral-esquerdo — utilizado com extremo por Marcelo Bielsa no Uruguai — teve estreia de sonho ao marcar o golo do empate diante da Arábia Saudita (1-1) na jornada inaugural e, logo se seguida, voltou a faturar, de cabeça, frente a Cabo Verde, e ainda fez uma assistência — há 72 anos que um jogador do Uruguai não fazia dois golos e uma assistência nos dois primeiros jogos de um Mundial, o último a conseguir a proeza tinha sido Julio Abbadie, em 1954 —, o que o colocou debaixo dos holofotes do mercado de transferências. Contudo, a administração liderada por Frederico Varandas estava preparada, tendo o jogador blindado por cláusula de €80 milhões.
Os internacionais lusos, que ontem regressaram a casa, também serão dos últimos a apresentarem-se em Alcochete, embora a utilização tenha sido diminuta — apenas Trincão teve a possibilidade de jogar, tendo cumprido 27 minutos.
Debast por 'estrear'
A presença do central no Mundial começou envolta em dúvidas, já que Debast integrou a comitiva estando lesionado (contraiu lesão muscular na zona do fémur da perna na véspera do duelo com o Rio Ave, a 11 de maio). O defesa foi sendo reavaliado, o selecionador Rudi Garcia, em conjunto com o departamento médico, decidiu mantê-lo nos EUA e, agora, Debast, ainda que sem minutos, é o único leão ainda presente no Campeonato do Mundo.