Sporting: de cabeça, ombro, peito e com os pés… assim marca Suárez!
De cabeça e com o ombro, até com o peito e, claro, com os pés: assim marca Suárez! São 24 golos do avançado de 28 anos em 31 jogos pelo Sporting, o último decisivo porque aos 90+6’ selou o 2-1 com o Arouca. Foi de cabeça mas antes tinha inaugurado o marcador com o pé direito. A BOLA reviu todos os tentos do internacional colombiano e conta-lhe ao detalhe como foram, onde foram e quando foram. E são muitos, ao ponto de fazer (quase) esquecer… Gyokeres!
Luis Suárez tinha uma missão difícil: ser o primeiro avançado do Sporting no pós-Gyokeres, o tal sueco que em 102 jogos pelos verdes e brancos marcou 97 golos em duas épocas e se transferiu para o Arsenal por valor que pode chegar aos 76 milhões de euros.
A contratação do sul-americano estava a ser trabalhada desde março de 2025, precisamente porque se preparava a substituição do nórdico. Foi uma das primeiras missões abraçadas por Bernardo Morais Palmeiro, diretor geral do futebol dos verdes e brancos, que no passado dia 28 de julho oficializaram o camisola 97 depois de acordarem a transferência com o Almería por 22 milhões de euros mais possíveis 5 milhões em bónus por objetivos.
Mais duas semelhanças entre Suárez e Gyokeres, além dos golos que marcam: ambos vieram de segundas divisões, o colombiano da espanhola e o sueco da inglesa, contratado ao Coventry no verão de 2023 por 20+4 milhões: ambos foram à data das suas contratações as mais caras da história do clube (Suárez ainda é).
Os golos
O último golo de Gyokeres pelo Sporting foi marcado no dia 25 de maio de 2025, na final da Taça de Portugal que os leões ganharam por 3-1 ao Benfica. Foi o 97.º! O último de Suárez foi ao Arouca, no sábado e foi já o 24.º em 31 jogos.
Tudo começou com o bis ao Arouca (6-0) no dia 17 de gosto, na jornada 2, ao terceiro jogo do colombiano com a camisola leonina. Um golo de pé direito, o seu dominante, e no primeiro de quatro penáltis que já converteu; outro de pé esquerdo, também dentro da área. No total agora são 14 com o seu melhor pé e seis como o não dominante.
Nesta altura tudo vai noutro bis, desta vez ao Arouca, primeiro de pé direto e depois de… ombro, a meias com a cabeça mas em cabeceamento falhado. De cabeça são no total dois golos de Suárez, ao Rio Ave no 3-0 na jornada 16 e ao PSG no 2-1 na 7.ª jornada da Champions. Só falta aqui o peito, parte do corpo que usou para inaugurar o marcador nesse jogo com os vila-condenses (ver quadro em baixo).
Feita a radiografia da parte do corpo que o avançado já usou para marcar pelo Sporting, registe-se que 19 foram marcados na grande área, entre eles quatro penáltis a Arouca, Moreirense, Nápoles e Santa Clara (Taça de Portugal). Outros quatro foram na sequência de cantos — Aves SAD, Rio Ave (2) e PSG. O mesmo número dos que assinou dentro da pequena área. De fora da área apenas um, o primeiro na meia dúzia aplicada ao Aves SAD na jornada 14, em que bisou.
Grande influência
Os números de Suárez podem não ser ainda como os de Gyokeres, que na primeira época de leão ao peito marcou 28 golos e fez dez assistências nos primeiros 31 jogos, participação direta em 38 golos, portanto; na segunda ainda foi melhor, 33+6 para 39. Mas os números do colombiano são igualmente enormes: 24 golos e quatro assistências para 28 participações diretas nos 81 que os verdes e brancos já marcaram. Ou seja, marca 30 por centos dos golos da equipa, participa diretamente em 35 por cento.
Suárez, que segue a linhagem de goleadores colombianos que já passaram por Portugal, é de todos o que precisa de menos minutos para marcar um golo, 97, contra os 101 de Falcao (FC Porto), os 146 de Teo Gutierrez (Sporting), os 152 de Jackson Martínez (FC Porto) e os 172 Fredy Montero (Sporting).
E a influência nos resultados é naturalmente grande, até tendo em conta os golos a dar vitórias, quatro (Famalicão, Estoril, PSG e Arouca), os dois últimos em tempo de compensação.
Suárez cada vez mais influente em todas as competições, com 17 golos no campeonato, quatro na Champions (em 111 remates nestas duas competições, 49 deles à baliza; 38 faltas cometidas, 45 sofridas; 4 foras de fogo), dois na Taça de Portugal e um na Taça da Liga.
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