Alemão Daniel Siebert dirigiu o Sporting-Arsenal - Foto: Miguel Nunes/A BOLA
Alemão Daniel Siebert dirigiu o Sporting-Arsenal - Foto: Miguel Nunes/A BOLA

A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Sporting-Arsenal

VAR esteve bem no golo anulado e o golo que contou foi legal. Irregular na disciplina

31. No único cartão amarelo mostrado, o árbitro foi induzido em erro, pelo facto de Hidemasa Morita ter escorregado e ido de sola na direção da perna de Leandro Trossard, só que não aconteceu esse contacto, ou seja, a falta foi por ter encaixado a perna do seu adversário no meio das pernas do médio japonês. O aparato da jogada induziu em erro o árbitro que mostrou mal o cartão amarelo.

31’: mal mostrado. Incorreto o amarelo a Morita, foi aparato. Ao escorregar e ir a deslizar deu a ideia de que teria acertado de sola em Trossard, mas não há contacto e as pernas passaram lateralmente encaixando a perna do adversário, era só livre direto
31': mal mostrado. Incorreto o amarelo a Morita, foi aparato. Ao escorregar e ir a deslizar deu a ideia de que teria acertado de sola em Trossard, mas não há contacto e as pernas passaram lateralmente encaixando a perna do adversário, era só livre direto

34. Apareceu na transmissão televisiva que Luis Suárez tinha sido advertido, por eventuais palavras para com o árbitro, no mesmo momento em que Morita também foi, o que faria com que o avançado colombiano ficasse de fora da segunda mão, mas o site oficial da UEFA não tem esse registo, ou seja, foi um erro por parte de quem transmitiu o jogo, não houve, portanto, qualquer advertência para o avançado colombiano que está assim disponível para o jogo em Londres.

Positivo
Apenas 21 faltas, VAR apareceu quando mais foi preciso. Relação com os jogadores e o respeito que impõe.

45. O árbitro não deu tempo extra, recuperação de tempo perdido, mas com a mostragem de um cartão amarelo e com algumas interrupções por parte do árbitro em lances de bola parada onde teve de apaziguar as marcações e os ânimos, pelo menos, tinha de dar um minuto.

47’: contacto. Após um pontapé de canto a favor dos leões e na área do Arsenal, Gonçalo Inácio desequilibra-se e cai, não porquesofra qualquer infração, mas por um contacto com Rice e com White, ambos estavam por trás e nas costas do central leonino
47': contacto. Após um pontapé de canto a favor dos leões e na área do Arsenal, Gonçalo Inácio desequilibra-se e cai, não porquesofra qualquer infração, mas por um contacto com Rice e com White, ambos estavam por trás e nas costas do central leonino

64. O golo inicialmente validado ao Arsenal, a Martin Zubimendi, tem na construção da jogada um passe em profundidade para Viktor Gyokeres, que estava muito adiantado e em fora de jogo, que não foi visto «a olho nu» pelo assistente, e tal aconteceu porque este estava claramente mal posicionado, ou seja, não estava como tem de estar, em linha com o penúltimo, ou seja, neste caso, deveria estar alinhado com Ivan Fresneda. Foi o VAR, que de forma rápida e assertiva, anulou o golo, pois a tecnologia semiautomática, além de rápida é mais precisa e rigorosa, corrigindo o erro grave cometido.

64': fora de jogo. Golo bem anulado, após a intervenção do VAR, pois Gyokeres, que colaborou na construção da jogada, estava claramente adiantado em relação a Fresneda. Posição irregular muito evidente que deveria ter sido vista pelo assistente
64': fora de jogo. Golo bem anulado, após a intervenção do VAR, pois Gyokeres, que colaborou na construção da jogada, estava claramente adiantado em relação a Fresneda. Posição irregular muito evidente que deveria ter sido vista pelo assistente
Negativo
Gestão do tempo extra adicional nas duas partes. O único amarelo foi mal mostrado e ficaram dois por mostrar.
87': sem penálti. Após remates, defesas e ressaltos, Luis Suárez, na tentativa de ir à recarga, vai contra o guarda-redes do Arsenal, David Raya, que não derrubou ou rasteirou o avançado. Boa decisão confirmada pelo VAR, sem motivo para castigo máximo
87': sem penálti. Após remates, defesas e ressaltos, Luis Suárez, na tentativa de ir à recarga, vai contra o guarda-redes do Arsenal, David Raya, que não derrubou ou rasteirou o avançado. Boa decisão confirmada pelo VAR, sem motivo para castigo máximo
88': antidesportivo. Kai Havertz de forma deliberada abriu o seu braço esquerdo acertando com a mão aberta na cara de Luis Suárez, um gesto e atitude incorretos, que além do livre direto que foi assinalado deveria ter sido sancionado com cartão amarelo
88': antidesportivo. Kai Havertz de forma deliberada abriu o seu braço esquerdo acertando com a mão aberta na cara de Luis Suárez, um gesto e atitude incorretos, que além do livre direto que foi assinalado deveria ter sido sancionado com cartão amarelo

90. O árbitro deu dois minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, mas com quatro paragens para substituições, onde entraram cinco jogadores e com um golo anulado por fora de jogo onde se esteve à espera do VAR, o tempo correto eram quatro minutos.

90+1': legal. No momento do passe de Martinelli para Kai Havertz, que faz o golo, este estava em posição legal, sendo Diomande um dos jogadores que validaram a sua posição. Agora o assistente esteve bem, posteriormente confirmado pelo VAR
90+1': legal. No momento do passe de Martinelli para Kai Havertz, que faz o golo, este estava em posição legal, sendo Diomande um dos jogadores que validaram a sua posição. Agora o assistente esteve bem, posteriormente confirmado pelo VAR

Nota final para mais um aspeto de natureza disciplinar, o Sporting fez onze faltas, das quais sete foram cometidas por Maxi Araújo, ora este número de infrações cometidas encaixa num item disciplinar, denominado infringir com persistência as leis de jogo, Lei 12 (faltas e incorreções) página 115, ou seja, o lateral uruguaio deveria ter visto o cartão amarelo.

Daniel Siebert: 6 (nota do árbitro)

Alemanha, 41 anos

Assistentes: Jan Seidel e Rafael Foltyn

4º Árbitro: Daniel Schlager

VAR/AVAR: Bastian Dankert/Soren Storks