A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Sporting-Arsenal
31. No único cartão amarelo mostrado, o árbitro foi induzido em erro, pelo facto de Hidemasa Morita ter escorregado e ido de sola na direção da perna de Leandro Trossard, só que não aconteceu esse contacto, ou seja, a falta foi por ter encaixado a perna do seu adversário no meio das pernas do médio japonês. O aparato da jogada induziu em erro o árbitro que mostrou mal o cartão amarelo.
34. Apareceu na transmissão televisiva que Luis Suárez tinha sido advertido, por eventuais palavras para com o árbitro, no mesmo momento em que Morita também foi, o que faria com que o avançado colombiano ficasse de fora da segunda mão, mas o site oficial da UEFA não tem esse registo, ou seja, foi um erro por parte de quem transmitiu o jogo, não houve, portanto, qualquer advertência para o avançado colombiano que está assim disponível para o jogo em Londres.
45. O árbitro não deu tempo extra, recuperação de tempo perdido, mas com a mostragem de um cartão amarelo e com algumas interrupções por parte do árbitro em lances de bola parada onde teve de apaziguar as marcações e os ânimos, pelo menos, tinha de dar um minuto.
64. O golo inicialmente validado ao Arsenal, a Martin Zubimendi, tem na construção da jogada um passe em profundidade para Viktor Gyokeres, que estava muito adiantado e em fora de jogo, que não foi visto «a olho nu» pelo assistente, e tal aconteceu porque este estava claramente mal posicionado, ou seja, não estava como tem de estar, em linha com o penúltimo, ou seja, neste caso, deveria estar alinhado com Ivan Fresneda. Foi o VAR, que de forma rápida e assertiva, anulou o golo, pois a tecnologia semiautomática, além de rápida é mais precisa e rigorosa, corrigindo o erro grave cometido.
90. O árbitro deu dois minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, mas com quatro paragens para substituições, onde entraram cinco jogadores e com um golo anulado por fora de jogo onde se esteve à espera do VAR, o tempo correto eram quatro minutos.
Nota final para mais um aspeto de natureza disciplinar, o Sporting fez onze faltas, das quais sete foram cometidas por Maxi Araújo, ora este número de infrações cometidas encaixa num item disciplinar, denominado infringir com persistência as leis de jogo, Lei 12 (faltas e incorreções) página 115, ou seja, o lateral uruguaio deveria ter visto o cartão amarelo.
Daniel Siebert: 6 (nota do árbitro)
Alemanha, 41 anos
Assistentes: Jan Seidel e Rafael Foltyn
4º Árbitro: Daniel Schlager
VAR/AVAR: Bastian Dankert/Soren Storks
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