Fotografia FPB
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Benfica volta a fechar Oliveirense no quarto

Tetracampeões tornaram a esmagar a formação de Oliveira de Azeméis na semifinal da Liga Betclic com duas arrasadoras sequências no 2.º período e estão à beira da quinta final consecutiva

Ainda que, desta feita, a Oliveirense tenha liderado mais do que por apenas 0-2 e até tido o comando do marcador praticamente durante todo o período inaugural, o 2.º quarto voltou a revelar-se fatal para a formação de João Figueiredo na meia-final do play-off da Liga Betclic.

Tal como no Jogo 1 (98-76), na quinta-feira, o Benfica resolveu o segundo embate da semifinal até ao intervalo (41-32), acabando com uma esmagadora vitória por 86-61 (17-18, 24-14, 19-16, 26-23) para ficar a um triunfo da sua quinta final consecutiva, onde pretende concretizar o penta. O Jogo 3 disputa-se quinta-feira, em Oliveira de Azeméis.

E aí vão seis! Quer tenha sido na fase regular do campeonato, quer em duas ocasiões da Taça Hugo dos Santos, as duas equipas — que conquistaram seis dos últimos sete títulos de campeão, curiosamente sempre com o mesmo treinador, Norberto Alves — já se defrontaram em meia-dúzia de ocasiões esta época, mas só uma saiu vencedora.

Mais uma vez, os nortenhos deram esperança de que se poderia assistir a um encontro equilibrado — mesmo que houvesse poucas dúvidas quanto ao vencedor —, mas, mais uma vez, tal expectativa desfez-se demasiado cedo.

Depois de Jordan Sibert ter marcado 6 dos seus 18 pontos no 1.º quarto, um triplo de José Barbosa (3 pts, 5 ass) para o 5-7 coroou um parcial de 2-9 (7-11) a favor dos visitantes, fazendo com que estes não voltassem a estar em desvantagem até aos minutos iniciais do 2.º período. Para além disso, perturbaram os tetracampeões, que apenas no quarto inaugural cometeram 9 dos seus 18(!) turnovers. Certamente um problema que deve preocupar Norberto Alves.

Agora, aquilo com que o técnico não teve mesmo de se inquietar foi com a forma como os encarnados reagiram após a entrada de Koby McEwen (11 pts, 4 res, 6 ass).

Sob o ritmo e eficiência do base canadiano, que no 2.º período assinou 7 pontos, o Benfica saiu da desvantagem de 19-21 para uma liderança segura. Tal como acontecera no Jogo 1, um primeiro parcial de 21-1 (31-22) e, depois, mais outro de 7-2 (38-26) proporcionaram uma sequência de 19-5 em cerca de 6.20m, da qual a Oliveirense nunca mais se recompôs.

E, ainda que os donos da casa tenham marcado três dos seus triplos (8/27, 29%, mais outra apreensão para Norberto) no 3.º período, não se pode dizer que tenham estado fantásticos. Foi, uma vez mais, a Oliveirense que abanou frente a uma defesa mais pressionante, que lhe quebrou a eficácia e lhe provocou 7 perdas de bola (20 no total) só nesses 10 minutos. O período terminou com mais um parcial (3-6), mas agora a favor dos forasteiros, e com Leon Ayres (20 pts, 5 res) a marcar 5 dos seus pontos antes da ida para os balneários.

Se no 3.º período a diferença nunca foi além dos 14 pontos (52-38), no 4.º, uma vez mais inexplicavelmente, deu-se o descalabro. Só que, agora, além dos erros no ataque, a turma de Oliveira de Azeméis também quebrou na defesa, permitindo que o Benfica jogasse como gosta em transição — algo que já vinha desde o final do quarto anterior — e também tivesse espaços na área restritiva.

A partir da desvantagem gerada pelo terceiro triplo de João Gomes (10 pts, 2 res) para o 65-48, Eduardo Francisco (10 pts, 2 res) e Eugene Crandall (10 pts, 3 res, 7 ass) ampliaram o fosso no marcador para os 30 pontos (82-52), antes de a equipa — onde há ainda a destacar Makram Romdhane (12 pts, 6 res, 2 ass) e Justice Sueing (12 pts, 4 res) — baixar um pouco a intensidade.

Note-se que o Benfica acabou por conseguir 42 pontos na área restritiva e a Oliveirense 28, com os magros 3/22 (13%) em lançamentos de três pontos dos visitantes a também explicarem muita coisa.

Ayres e James Boeheim (17 pts, 4 res, 2 ass) foram os únicos elementos da Oliveirense a marcarem mais de oito pontos.

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