Maxi Araújo travou duelo intenso com Noni Madueke (Foto Miguel Nunes)
Maxi Araújo travou duelo intenso com Noni Madueke (Foto Miguel Nunes)

Maxi Liga sempre os leões aos Campeões (as notas do Sporting)

Mais uma tremenda exibição do uruguaio que só foi travada pela luva de Raya e pela barra. Diomande colocou Gyokeres na linha mas falhou na 'linha' de fora de jogo. Geny ficou Catamo perto do céu mas acabou por pecar
O melhor em campo: Maxi Araújo (7)
Mais uma grande exibição do uruguaio que depois do protagonismo frente ao Bodo/Glimt provou que Liga sempre os leões aos Campeões. Começou por receber um passe de trivela de Diomande, recebeu a preceito e disparou um míssil que só não deu golo porque Raya tocou na bola com a ponta da luva e depois esta esbarrou na barra com um estrondo que se deve ter ouvido por toda a Lisboa. Pela frente, durante grande parte do tempo, teve uma mota de alta cilindrada, como é Noni Madueke. Perdeu umas, ganhou outras mas desistir é verbo que não entra no vocabulário do camisola 20. Os dirigentes do Sporting não querem vender o seu passe mas por este andar vai ser tarefa complicadíssima segurá-lo ainda para mais em ano de Campeonato do Mundo, no qual estará...

RUI SILVA (6)— Até poderia estar à espera de um jogo com trabalho aturadíssimo, mas nem por isso. No golo do Arsenal tentou ao máximo encurtar o espaço mas Havertz tinha as vistas demasiado largas. Viu uma bola na barra num canto direto (15') e ainda salvou uma bola dificílima com a ponta da luva, desviando um cruzamento cheio de veneno.

FRESNEDA (6) — Continua a correr quase até à eternidade a cada partida mas ficou no vai-não vai com Geny na jogada do golo do Arsenal e Martinelli fez mesmo uma assistência para Havertz.

DIOMANDE (6)— O duelo com Gyokeres prometia fazer faísca mas não fez porque se sueco esteve numa noite má em muito se deveu ao costa-marfinense, Um deus de ébano no centro da defesa leonina que colocou Gyokeres na linha, mas falhou... na linha de fora de jogo ao colocar Havertz elegível para finalizar.

GONÇALO INÁCIO (6) — Nos passes a longa distância até esteve bem mas a mira para os lançamentos para os médios estava descalibrada e por isso o leão perdeu algumas bolas na primeira fase de construção. A defender não comprometeu o que diante duma equipa do poderio do Arsenal já não é nada mau. Muito longe disso.

MORITA (7) — O japonês decorou todos os compêndios de como jogar a meio-campo. Sem Hjulmand, teve de recuar para a posição 6 mas não se importou e cumpriu com todas as funções que lhe foram confiadas e isto depois de ter visto um cartão amarelo aos 31'. A forma como desbloqueou o lance para lançar uma jogada que por pouco não terminou em golo (87') é para figurar nos manuais e mostrar aos mais jovens que querem ter uma carreira de sucesso no futebol.

JOÃO SIMÕES (6) — Encarregue de saltar na pressão na primeira linha dos ingleses, algumas vezes desequilibrou a equipa mas nada por aí além. Começou a queixar-se de problemas físicos ainda num período muito precoce da partida, mas aguentou-se até aos 62, ele que continua a ter muita identidade Champions.

GENY CATAMO (6) — Apenas não tem uma avaliação mais positiva porque pecou no golo dos gunners, ao ficar a olhar para Fresneda e o espanhol para ele enquanto Martinelli se libertava da pressão e colocava a bola redondinha em Kai Havertz. Antes disso, viu Raya (82') roubar-lhe um enorme momento de felicidade num remate de cabeça e insistiu muito pela banda direita para levar perigo ao último reduto inglês. O que conseguiu.

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TRINCÃO (6) — Não foi tão influente na componente ofensiva como costuma ser, embora se tenha libertado mais na segunda parte. Quando ele se liberta, também o leão fica alado. Ainda teve um remate com algum perigo (57') e esforçou-se imenso para compensar a meio-campo.

PEDRO GONÇALVES (5) — Demasiado escondido do jogo e ainda com uma manchinha no currículo pela forma como, sobretudo na primeira parte, não ajudou Maxi Araújo a tentar parar Noni Madueke.

LUIS SUÁREZ (7) — Não marcou mas apenas e só porque Raya não foi seu amigo (87'), mas a forma como se libertou pela esquerda aos 82' para cruzar para Geny tem laivos de brilhantismo. Perante, talvez, a melhor dupla de centrais da Europa constituída por Gabriel Magalhães e Saliba, baixou muitas vezes para se associar com os companheiros de equipa e dar outros horizontes à equipa. Que só não são horizontes da memória porque o leão perdeu.

DANIEL BRAGANÇA (4) — Teve pouca bola e não deu grande intensidade ao meio-campo. E não se lhe viu aqueles passes cheios de açúcar que costumam lambuzar os colegas.

RAFAEL NEL (5) — Entrou para dar maior amplitude ofensiva à equipa mas desta vez os senhores da felicidade não estavam com ele. Mas nem todos os dias são de heroísmo...