Geny Catamo, extremo
 moçambicano de 25 anos, tem contrato válido com o Sporting 
até 2029 e cláusula de rescisão de €60 milhões. Vai ser revisto em alta - Foto: IMAGO
Geny Catamo, extremo moçambicano de 25 anos, tem contrato válido com o Sporting até 2029 e cláusula de rescisão de €60 milhões. Vai ser revisto em alta - Foto: IMAGO
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Sporting agradece a Geny Catamo e já avançou com a renovação

Leões e extremo já iniciaram conversas para a revisão contratual que vai ser um prémio para o jogador a quem o Sunderland quintuplicava o vencimento

Já começaram as conversas entre Sporting e Geny Catamo para a renovação do contrato do extremo de 25 anos, que termina em 2029. Como A BOLA avançou após o fecho do mercado, os leões tinham plano para premiar o moçambicano que foi alvo do Sunderland neste verão mas acabou por ver adiado o sonho da Premier League. A revisão contratual já está em cima da mesa e é para ficar acertada nas próximas semanas.

Na prática é uma renovação de contrato mas o prolongamento do vínculo do camisola 10 dos verdes e brancos vai ser também um prémio do Sporting para um dos seus jogadores mais desequilibradores e em melhor forma desde a segunda metade da temporada passada. Porque o ataque que foi feito a partir de Inglaterra foi muito sério, extremamente sedutor para o jogador, não apenas desportivamente mas também a nível financeiro, porque quintuplicava-lhe o ordenado, e no fim das contas Geny ficou em Alvalade.

Agora, as conversas para essa renovação já começaram e uma vez chegadas a bom porto permitirão um significativo aumento salarial ao atacante e uma ligação prolongada até provavelmente 2031. O Sunderland não descartou o moçambicano, continua a segui-lo, podendo voltar à carga noutras janelas de mercado. Também por isso a cláusula de rescisão poderá passar dos €60 M para os €80 M. As negociações estão em marcha.

A investida inicial do Sunderland por Geny Catamo junto do emblema de Alvalade cifrou-se nos 30 milhões de euros fixos, acrescidos de 10 milhões em variáveis, fasquia insuficiente para convencer a administração leonina. Catamo assumia, e assume, o estatuto de intocável no plantel e a negociação do seu passe só seria viabilizada a partir dos 40 milhões em valor fixo.

Numa segunda tentativa, o emblema britânico elevou a parada fixa para os 33 milhões de euros, mantendo a fasquia dos 40 milhões dependente de metas desportivas para perfazer até 7 milhões de euros. Intransigente na negociação, a SAD do Sporting voltou a rejeitar a oferta, ainda para mais porque surgiu já nos últimos dias da janela do mercado de verão, o que dificultava e muito as manobras leoninas para encontrar um substituto para jogador fundamental no plano de ação do treinador Rui Borges.

O ordenado

Com um vencimento líquido de 600 mil euros por ano em Alvalade — valor que duplica no encargo ilíquido do clube —, o extremo foi então seduzido pelos números avassaladores do Sunderland. O clube inglês colocou sobre a mesa uma proposta irrecusável: um salário líquido anual de 3 milhões de euros, quintuplicando os seus ganhos atuais. O vínculo contemplava quatro épocas com mais uma de opção, permitindo ao internacional moçambicano encaixar um valor global na ordem dos 15 milhões de euros até junho de 2031.

Mas o internacional moçambicano e camisola 10 do Sporting permanece em Alvalade, onde tem vínculo válido por mais três épocas, fruto da renovação automática por mais uma temporada acionada no final do ano transato. Vai agora receber prémio de nova renovação.

O percurso

Geny Catamo, recorde-se, chegou a Alvalade na temporada 2019/20, inicialmente por empréstimo do Amora para integrar a equipa de sub-19. O rendimento apresentado convenceu os leões a avançar para a sua contratação definitiva em setembro de 2020, momento em que assinou o primeiro vínculo profissional com o clube. Após rodar por empréstimo no Vitória de Guimarães e no Marítimo, o jogador conquistou um lugar no plantel principal no verão de 2023, promovido por Rúben Amorim. A afirmação na equipa A e a regularidade das exibições levaram a estrutura leonina a blindar o atleta com uma primeira renovação contratual em dezembro desse mesmo ano.

Mais mais tarde, no verão de 2025, o Sporting desembolsou 2,25 milhões de euros para assumir o controlo quase total do passe do atleta (90%). Até aí, o Amora ainda guardava 75% dos direitos económicos do jogador que tinha vindo de Moçambique em 2019, sendo que 85 por cento dessa parcela do emblema da Margem Sul pertencia ainda ao Black Bulls, clube onde o extremo se formou no país natal.

A iniciar sessão com Google...