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«Sou o vilão e isso está bem. Mourinho? Finalmente vou estar com ele»
Antonio Rudiger carrega consigo um rótulo e tem consciência disso, mesmo que não concorde. «No mundo das redes sociais sou o vilão e isso para mim está bem. Em Espanha celebram-se mais certas ações, sempre que não sejam loucuras e se mantenham dentro do que é justo. Mas também o mesmo ocorre na Alemanha», disse o defesa central, o escolhido pela seleção germânica para a conferência de imprensa diária da equipa dirigida por Julian Nagelsmann.
«Deixemos que as redes sociais sejam as redes sociais, nós continuamos a viver o mundo real. Mas parece que com o meu nome se consegue muitos cliques. Às vezes a má imprensa é boa imprensa», acrescentou o jogador de 33 anos.
No entanto, o Real Madrid tem-no protegido e acabou de lhe renovar o contrato por mais uma época, o que lhe vai permitir trabalhar com José Mourinho, treinador que admira e que ontem voltou a elogiar. «Tenho muita vontade de trabalhar com ele, finalmente poderei jogar às suas ordens. No passado houve muitas conversas, mas nunca se concretizaram», afirmou Rudiger, comentando a hipótese de o colega de seleção e de setor o acompanhar na capital espanhola: «Em primeiro lugar, todos os bons jogadores são bem-vindos. Ficaria muito contente se isso acontecesse [Schlotterbeck é apontado como reforço]. Nas ações de bola parada ele é sempre uma ameaça. É muito agressivo e competitivo, além disso a sua saída de bola é excelente, a sua perna esquerda vale ouro.»
Outro alemão também se pode juntar ao Real, no caso Sami Khedira, antigo jogador dos merengues e da seleção alemã, para compor a equipa técnica liderada pelo ex-treinador do Benfica, mas quanto a isso o central não se alongou. Reforçou, isso sim, a alegria de jogar no gigante espanhol e elogiou os seus colegas avançados: «As lesões fizeram-me regredir. Queria ganhar um novo contrato. Os últimos dois anos foram muito duros para mim porque não conseguimos ganhar títulos. Mas jogadores como Mbappé ou Vinícius Júnior aparecem nos momentos em que mais precisamos. O Real Madrid nunca foi um sonho para mim porque não pensava que pudesse chegar a conseguir algo assim.»