A bola ficou de lado e Marvin Elimbi concentrou-se apenas em travar o homem: Blesa esteve endiabrado na procura da baliza e esteve perto do golo  - Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA
A bola ficou de lado e Marvin Elimbi concentrou-se apenas em travar o homem: Blesa esteve endiabrado na procura da baliza e esteve perto do golo - Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA

Só faltou um golinho para ser uma Blesa de jogo (crónica)

Poste e guarda-redes também tiveram 'culpa' pelo nulo no Rio Ave-Gil Vicente. Vila-condenses descansados com a manutenção garantida e galos sem presente em dia do 102.º aniversário

Com desígnios diferentes para estes jogo, os intervenientes acabaram por oferecer um dos melhores espetáculos da época aos adeptos.

O Rio Ave entrou em campo já com a manutenção garantida matematicamente, face à conjuntura dos resultados desta 32.ª jornada e o Gil Vicente, em dia de celebrar 102 anos, queria os três pontos para se colar ao Famalicão no 5.º lugar e dar consistência à possibilidade de garantiu segunda presença na história do clube na Europa.

Queria e fez por isso, mas o desfecho não foi o pretendido. Os primeiros 45 minutos foram uma autêntica correria. A bola tanto estava na área do Rio Ave como na jogada seguinte já estava junto da baliza do Gil Vicente.

Os homens da casa, diga-se, tiveram algum ascendente na metade inicial, fruto do poderio ofensivo causado pela dupla de atacantes Tamble/Blesa a ser autêntica dor de cabeça.

Aos 12 minutos criaram grande oportunidade de golo, com  o camisola 11, ao segundo poste, a provocar calafrios aos gilistas que, no lance anterior, viram Miszta negar chapéu a Murilo.

Também de bola parada os vila-condenses criaram perigo junto da baliza de Dani Figueira, que a terminar a primeira parte ia borrando a pintura: largou a esférico sem ver a presença de Blesa que conseguiu rematar, mas Elimbi salvou mesmo em cima da linha!

César Peixoto mexeu logo ao intervalo, com Agustín Moreira a agitar bem mais do que Martín Fernández havia feito na primeira parte.

Murilo foi um dos que mais lutou para levar perigo à zona de Miszta, tendo ainda cabeceado ao segundo poste (53'), com Abbey a dar o corpo às balas.

O Rio Ave respondia ao sinal mais dos gilistas, Spikic, pela esquerda, em esforço conseguiu cruzar mesmo em cima da linha de fundo, com Bezerra a rematar, mas Buatu a evitar males maiores.

Aliás, diga-se, o angolano teve punhado de intervenções fulcrais de ajuda a Dani Figueira que, aos 60', redimiu-se e brilhou entre os postes após cabeceamento de Blesa, que respondeu a cruzamento primoroso de Spikic.

Os últimos 20 minutos foram jogados com mais nervo e menos raciocínio e as mexidas também levaram a isso.

César Peixoto, como se diz na gíria, pôs a carne toda no assador e esperou que ficasse no ponto, só não contava era que Agustín Moreira acertasse no ferro (90+2').

E, no último segundo, Bermejo, num remate cruzado, ficasse a escassos centímetros de ser o herói da partida.

Para final de temporada foi um jogaço, só faltou o mais bonito: a beleza de um golinho.

O melhor em campo: Blesa (nota 7)

O espanhol, de 25 anos, tem vindo a mostrar credenciais. Tem boa visão de jogo e capacidade de antecipação. As melhores ocasiões de golo pertenceram-lhe. Primeiro viu Elimbi 'safar' lance em cima da linha, depois, num cabeceamento com selo de golo viu Dani Figueira fazer a defesa da noite. Pelo meio ainda teve punhado de jogadas vistosas com o parceiro na frente de ataque, Tamble.

A figura do Gil Vicente: Dani Figueira (6)

O camisola 99 (em homenagem ao ídolo Vítor Baía) assustou num lance que podia ter-lhe saído caro, mas deu a mão à palmatória e emendou com uma defesa que viria a ser o momento-chave do jogo, ao manter a baliza fechada, segurando, assim, o empate. É que adaptando o ditado popular, 'mais vale um ponto na mão do que dois a voar'. Nas bolas paradas esteve sempre muito atento.

As notas dos jogadores do Rio Ave:
Cezary Miszta (6), Marious Vrousai (5), Pancho Petrasso (6), Gustavo Mancha (5), Nelson Abbey (5), Ryan Guilherme (5), Tamás Nikitscher (5), Dario Spikic (6), Jalen Blesa (7), Diogo Bezerra (6), Tamble Monteiro (6), Olinho (5), Omar Richards (4), João Tomé (4), Georgios Liavas (-) e Antonis Papakanellos (-)

As notas dos jogadores do Gil Vicente:
Dani Figueira (6), Zé Carlos (5), Marvin Elimbi (6), Jonathan Buatu (6), Ghislain Konan (5), Zé Carlos Ferreira (5), Luís Esteves (6), Murilo Souza (6), Santi García (6), Martín Fernández (5), Héctor Hernández (5), Agustín Moreira (6), Gustavo Varela (5), Sergio Bermejo (5) e Carlos Eduardo (-).

Soritis Silaidopoulos (treinador do Rio Ave)

Foi um jogo muito bom das duas equipas, com ambas a quererem ganhar, muito competitivo e aberto. Vamos terminar bem esta época e vamos estar melhores na próxima temporada, com outros objetivos. Quero aproveitar para dizer obrigado aos adeptos porque passamos a época a pedir desculpa, agora é a vez de agradecer

César Peixoto (treinador do Gil Vicente)

Tinha dito que ia ser um bom jogo e foi. Faltou definir melhor, podíamos ter feito um golo, mas não conseguimos e levamos um ponto. Fica um bom jogo que valoriza o campeonato português. Vamos frustrados porque queríamos levar os três pontos para Barcelos. Mas, o futebol é isto, continuamos na luta

Veja o resumo do jogo.

Notícia atualizada às 23h41.

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