Sérgio Raimundo, treinador do Estoril, explicou abordagem adotada no Dragão

Sérgio Raimundo: «Não gosto de estar em jogos, a perder, e não lutar por algo»

Análise do treinador interino do Estoril à derrota no Dragão

Sérgio Raimundo, treinador interino do Estoril, analisou a pesada derrota no Estádio do Dragão, por 0-4, contra o FC Porto, na 10.ª jornada da Liga.

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— Foi difícil montar o onze do Estoril. O que pretendia com esta abordagem?

— Primeiro que tudo, desejar as melhoras ao adepto que se sentiu mal no início do jogo. A vida humana é mais importante que qualquer outra coisa. As alterações mostram que toda a gente conta. Os jogadores tem dado tudo durante os treinos e era uma estratégia diferente para este jogo. É um adversário de enorme qualidade, ainda sem perder no campeonato. Teria de ser um jogo totalmente diferente do que tentamos fazer com o Moreirense.

— Esta abordagem que adotou foi especificamente circunscrita a este desafio?

— Sim, como disse, o FC Porto é um adversário de excelente qualidade. O golo aos 5‘ não nos fez alterar a estratégia. Ficámos pacientes até aos 60’ da segunda parte. Depois quando tentamos abrir um pouco mais, a perder 0-1, o que está em disputa é um ponto ou os três. Não conseguimos vencer e é pensar no próximo jogo, que é de extrema importância para uma equipa que precisa de pontos como nós.

— Xavi Sintes destacou a importância da equipa chegar ao intervalo viva. Sente que foi essa exposição que fez com que o FC Porto tornasse a vitória gorda?

— Não foi exatamente. O segundo golo ainda vem com essa estratégia. Íamos fazer algumas substituições para mudar. No momento em que íamos mudar, o FC Porto marca. Com o 0-2 tentámos abrir, colocámos uma bola à barra, mas parece que a bola não quer entrar. Esperemos que entre no próximo jogo.

— Faltou Estoril no último terço?

— Não diria isso. Depois do 0-2, arriscámos mais e rapidamente chegaram ao terceiro e quarto golos. Não acho que outra abordagem tivesse sido melhor. Podíamos ter sofrido menos golos, mas porque não tentar pelo menos um ponto e arriscar. Foi nessa perspetiva. Não gosto de estar em jogos, a perder, e não lutar por algo. Temos de ter resiliência.

— Já está algo definido sobre o futuro?

— É sempre dia a dia. A longevidade depende dos resultados e do trabalho diário. Estou focado em recuperar os jogadores para o Marítimo.

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