Sérgio Ferreira: «Atacar baliza, até à morte, para marcar golo»
A vitória em casa do Nacional (3-1) conferiu motivação extra aos ribatejanos, depois de arranque intermitente na Liga, com três derrotas e dois empates nas primeiras cinco jornadas. O treinador do Alverca, Sérgio Ferreira, na antevisão ao jogo deste sábado, frente ao Rio Ave, reconheceu isso mesmo e não escondeu que o objetivo é continuar na senda das vitórias.
«É sempre vencer. É este o objetivo a este nível, estamos constantemente a criar uma cultura de vitória e, por aquilo que tem sido a fidelização da ideia dos jogadores, conseguimos. Muito sinceramente sentíamos que isto iria acontecer, com muito vontade, com muito desejo, com muito compromisso de nossa parte e foi isso que em termos individuais e coletivos a equipa conseguir fazer, mas, acima de tudo, [a vitória] veio dar alguma coerência e também trouxe algum prémio por aquilo que tem sido o compromisso dos jogadores e pela forma como têm encarado todos os jogos. Portanto, o futebol é vencer, neste patamar queremos os três pontos todos os jogos. É destes três pontos que vamos em busca amanhã contra o Rio Ave, é com esse espírito e missão. Mas, sabemos perfeitamente que é um jogo completamente diferente, o Nacional já foi, os três pontos já estão garantidos, de uma forma muito positiva, com duas partes completamente diferentes. Logicamente que amanhã esperamos um desafio diferente pelas características da equipa, uma equipa que tem uma ideia bem marcada», começou por dizer.
«Conheço o mister Sotiris [Silaidopoulos], já dos tempos em que estive na Grécia, acompanhava a sua equipa, é um treinador que tem uma ideia de jogo muito vincada, sabe perfeitamente aquilo que quer, enquanto ideia tem planos também para o jogo bons, consegue dar resposta. Mas, o que conseguimos já faz parte do passado, temos sim é de olhar para o Rio Ave enquanto uma equipa concreta, que joga de uma determinada maneira, e em função daquilo que é nosso, que é com o que contamos verdadeiramente, vamos procurar impor em função dos espaços que o Rio Ave nos possa dar e ter em conta as principais referências da equipa. Temos de estar preparados para saber tapar as referências à frente, sermos uma equipa extremamente competente em tudo o que o jogo aporta, atacar e defender, nos diferentes espaços e de diferentes formas», acrescentou.
O treinador analisou, ainda a chamada de vários jogadores às respetivas seleções, nomeadamente, Dawda Camara (Mauritânia), Isaac James (Nigéria) e Yaya Bojang (Gâmbia): «Primeiramente dar-lhe os parabéns a todos, mas sem que os outros colegas levem a mal, dar-lhe um bocadinho mais de parabéns também ao Isaac, porque é a primeira vez, é sempre diferente e única, mas acho que era algo merecido por aquilo que tem sido o compromisso dele, atribuo sempre o mérito aos jogadores. Logicamente que ele não joga sozinho, através da forma como jogamos coletivamente permite que o individual também sobressaia, seja potenciado e desenvolvido e o Isaac tem tirado proveito ao máximo disso. Só traz proveito quando temos a mentalidade certa, quando olhamos para todos os momentos como uma oportunidade para crescer, para ser melhores, para construirmos, para aportar dimensão ao nosso jogo e é nesse sentido que todos os outros têm feito.»
O Alverca marcou golos nos últimos cinco jogos, só ficou em branco na jornada inaugural, diante do FC Porto (0-2), o Rio Ave vem de um empate a três golos e, por isso, esperam-se movimentações interessantes do ataque. «Não podemos deixar que o jogo se descontrole, é muito importante termos a capacidade de, com bola, diferenciar os momentos em que temos que atacar com menos tempo e com menos toques, ou seja, um jogo mais acelerado, mas é importante termos em conta as referências avançadas por parte do Rio Ave, com jogadores que, estrategicamente, até como parte da forma de jogar da equipa adversária, vão-se deixando ficar e que, aparentemente, estão 'mortos', mas são para transitar. Somos uma equipa com muita vertigem, muito frenética, vamos demasiado para a frente e não há tempo para a equipa viajar junto, será importante a equipa ter a capacidade de, sim, nos momentos em que temos que atacar com menos tempo e tirar partido das vantagens que existem, atacar baliza, até à morte, para marcar golo.»