Afonso Moreira encara com naturalidade a possibilidade de, a breve prazo, entrar nas cogitações de Roberto Martínez para a Seleção Nacional

«Seleção? Quando se joga num clube como o Lyon, acaba por ser normal»

Em entrevista a A BOLA, Afonso Moreira considera «normal» que o seu nome comece a surgir na equação de Roberto Martínez. Vê, ainda assim, os sub-21 como um patamar fulcral

— Tem sido opção regular nos sub-21 e até já começou a ser apontado à Seleção A. Se não fosse a lesão, tinha entrado na equação para março?

— É inevitável pensar nisso. Quando se joga num clube grande como o Lyon, acaba por ser normal... As pessoas falavam, mas eu não estava muito focado nisso. Estava focado no meu trabalho, porque sei que é o meu trabalho que, mais dia, menos dia, me vai levar lá. Há sempre aquele bichinho de pensar: «Se continuar assim, será que posso ir?» Seria um sonho. Sou honesto, pensei nisso, mas neste momento estou mais focado no meu jogo. Quando o míster Roberto Martínez assim entender, irei com todo o gosto representar a Seleção Nacional.

— Mas já está pronto para esse passo?

— Nunca vamos saber até acontecer, não é? Na nossa cabeça vamos estar sempre prontos, porque realmente é o que queremos. Mas acho que o patamar dos sub-21 é muito importante para me estabilizar. Sou muito feliz a representar os sub-21 e é importante consolidar esse processo antes de saltar etapas. Mas, quando surge a oportunidade, tu não pensas nisso, queres é agarrá-la. Pensando com cabeça, tronco e membros, os sub-21 acabam por ser um passo importante antes da Seleção A.

— E na sua geração não faltam extremos de qualidade: o Forbs, o Roger, o Quenda, agora o Saviolo e o Mateus Mané... Como é essa competitividade interna?

— Não vemos isso como competição. É antes uma oportunidade de fazermo-nos crescer mutuamente. É uma concorrência interna saudável, que serve para melhorarmos e exigirmos mais uns dos outros.

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