Seca do galo terminou abençoada pelo Santi Murilo (crónica)
Acabou a seca do galo, no que a triunfos diz respeito. O Gil Vicente não saboreava a conquista dos três pontos desde 3 de novembro, na receção ao Santa Clara, e por isso a conquista desta vitória frente ao Nacional foi efusivamente festejada por todos, jogadores e adeptos, também em reconhecimento pela excelente campanha da sua equipa na 1.ª volta e que a mantém no 4.º lugar da classificação, apenas atrás dos três grandes.
Num jogo bem disputado, o Nacional entrou melhor e privilegiou o ataque à profundidade para explorar a velocidade de Jesús Ramírez e Paulinho Bóia, para tentar chegar à baliza de Dani Figueira, que brilhou numa dessas ocasiões, quando o extremo brasileiro lhe surgiu pela frente e picou-lhe a bola. O guarda-redes que ocupou a vaga que era de Andrew – transferido para o Flamengo – brilhou, afastando-a com a mão esquerda e foi decisivo nos descontos, quando o Nacional pressionava à procura do empate, quando desviou com uma palmada um cabeceamento de Jesús Ramírez que levava a direção certa. No Cidade de Barcelos, certamente, ninguém se lembrou da saída de Andrew…
O Gil Vicente contrariou essa superioridade inicial dos madeirenses com um futebol apoiado, conduzido preferencialmente por Luís Esteves e colocou-se em vantagem através de um lance estudado. O maestro (Luís Esteves) dos gilistas marcou um canto para a entrada da área, onde estava Murilo sem marcação para atirar rasteiro, com a bola a bater na base do poste esquerdo antes de entrar.
Contudo, a vantagem dos minhotos não durou muito tempo e três minutos depois os madeirenses empataram, igualmente na sequência de bola parada. Liziero, o homem das bolas teleguiadas do Nacional, colocou o esférico na direção de Léo Santos, sobrando depois para Zé Vitor, que perante Dani Figueira, não perdoou. Um golo com a participação dos dois centrais dos insulares, como, de resto, já vem sendo habitual.
Tal como no início do encontro, os madeirenses voltaram a entrar por cima após o descanso, com Chuchu Ramírez a desperdiçar à boca da baliza. O Nacional perdeu a chance de se colocar em vantagem, ao contrário do Gil Vicente que marcou na primeira oportunidade que teve na etapa complementar, por Santi Garcia, na recarga de um tiro de Zé Carlos à barra. Novamente na sequência de canto.
Os gilistas souberam depois controlar o avanço e resistiram ao assédio final dos madeirenses em busca do empate que esteve à vista por duas vezes. Primeiro por Paulinho Bóia, o mais perigoso do Nacional, numa iniciativa individual (69’) que passou perto do poste direito, e no cabeceamento de Chuchu (90+2’), já referenciado anteriormente. Pelo meio Luís Esteves (75’) também podia tranquilizar o Gil Vicente, quando se isolou, falhando na finalização.
As notas dos jogadores do Gil Vicente (4x2x3x1): Dani Figueira (7), Zé Carlos (6), Buatu (6), Elimbi (5), Konan (5), Zé Carlos Ferreira (5), Santi Garcia (7), Murilo (7), Luís Esteves (6), Tidjany Touré (6), Gustavo Varela (6), Bamba (5), Joelson Fernandes (5), Martín Fernández (5), Espigares (-)
Onze do Nacional (4x3x3): Kaique (5), João Aurélio (5), Léo Santos (6), Zé Vitor (5), José Gomes (5), Laabidi (6), Matheus Dias (5), Liziero (6), Daniel Júnior (5), Jesús Ramírez (5), Paulinho Bóia (6), Veron (5), Miguel Baeza (5), Joel Silva (5), Alan Nuñez (5), Lucas João (-)
O que disseram os treinadores: