«Se me reduzirem as conferências de imprensa, trago algo para petiscar»
José Mourinho, treinador do Real Madrid, terminou a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Elche, já para a 6.ª jornada da LaLiga, com uma provocação, mostrando-se surpreendido pela ausência de questões sobre lances de grande penalidade - uma provocação sobre lances polémicos de penálti que envolveram o Barcelona e o Atlético no fim de semana.
Numa conversa com os jornalistas, o técnico português não escondeu a estranheza no final: «Nenhuma pergunta sobre os penáltis? Estranho, não?». Com esta frase - referências à queda de Lamine na área, que resultou num penálti para o Barcelona, e à mão na bola que levou ao primeiro golo do Atlético frente à Real Sociedad - despediu-se, depois de até ter brincado sobre a sobrecarga de jogos e as suas obrigações mediáticas.
«Seis conferências de imprensa numa semana... Noutros países, permitiam-me poupar uma, por exemplo não estar aqui hoje ou amanhã depois do jogo. Eu estou farto de vocês, vocês estão fartos de mim, mas aqui estamos, porque é o nosso trabalho. Com os jogadores é a mesma coisa. Os jogadores estão cansados, mas temos de fazer o mesmo. O Elche também jogou no sábado, tal como nós. É assim que é. Se vocês me disserem que, na próxima semana, das seis conferências de imprensa poupamos uma, eu trago aqui qualquer coisa para petiscar», gracejou.
🗣️Mourinho: "6 ruedas de prensa en una semana, yo estoy CANSADO de vosotros, vosotros estáis cansados de mi, yo digo siempre la misma cosa y vosotros no tenéis más preguntas para hacer.
— (fan) REAL MADRID FANS 🤍 (@AdriRM33) September 14, 2026
Si la próxima semana de 6 ahorramos una, yo traigo aquí para PICAR y nos divertimos."
🤣🤣🤣 pic.twitter.com/FAzm3yD7RY
O treinador abordou também a forma de Vinícius Júnior, reconhecendo que, apesar de estar satisfeito com o seu trabalho, ainda lhe falta algo. «A melhor versão é marcar. Obviamente, assistir é importante, tal como trabalhar para a equipa. A entrega, a solidariedade, o trabalho coletivo... tudo isso é muito importante e ele fá-lo muito bem», começou por dizer. «Mas existe outro Vinícius, aquele que defrontou o Benfica na época passada e que, em jogos equilibrados, principalmente nas duas eliminatórias, tem uma oportunidade, marca um golo e vamos para casa. Falta-lhe este rendimento de altíssimo nível, mas estou contente com ele», concluiu.
Sobre o crescimento de Arda Guler, Mourinho elogiou o seu enorme potencial. «Para mim, a qualidade de jogo é incrível: a visão, a decisão, a organização, a estabilidade que dá à equipa, a criação... É um jogador com um potencial fantástico e com números já muito interessantes», afirmou, acrescentando: «Talvez não queira ir tão longe e dizer top, top, top, três vezes, mas seguramente já estamos por aí, no top, top».
Relativamente ao prazo de três meses que tinha pedido para se ver a sua equipa, o técnico esclareceu: «Se eu peço três meses, outros pedem dez anos... Talvez me tenha expressado mal. O que quero dizer é que, dentro de três meses, espero estar melhor do que hoje, mas não tenho nada de mágico. A minha capacidade é que, em cada jogo e em cada treino, o objetivo é melhorar».
Mourinho confirmou também que Tchouaméni terá minutos no próximo jogo, aumentando gradualmente o seu tempo em campo. «Com o Inter foram 10-15 minutos e estávamos todos na dúvida. Com o Rayo fomos para 20-25. Nos próximos jogos iremos a mais. Está cada vez melhor, sente-se mais forte e com mais confiança. Amanhã jogará. Neste momento não sei dizer quanto tempo».
O técnico abordou ainda a situação de Diomande, explicando que a forte concorrência no plantel é o único obstáculo à sua titularidade indiscutível. «Não lhe falta nada. Se em vez de estar no Madrid com este plantel, estivesse numa equipa com menos jogadores de potencial elevado, seguramente seria titular os 90 minutos de cada jogo», defendeu, sublinhando que «ser titular indiscutível (...) é muito difícil» num plantel com tantas opções de qualidade.
Por fim, Mourinho falou sobre a prevenção de lesões, destacando o «plano global» que envolve jogadores, departamento técnico e departamento médico. «Os jogadores chegam mais cedo a Valdebebas não por capricho, mas para trabalhar. Fazemos ginásio antes de treinar. Quando os vemos entrar em campo, já fizeram 35 minutos de ginásio», explicou, referindo que a substituição de Valverde ao intervalo no último jogo foi por «prevenção», pois com um resultado de 3-0 optou por «proteger o jogador».
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