SC Braga: SAD fecha época histórica com vários recordes e muitos milhões
A SAD do SC Braga fechou a época passada com números históricos. O Relatório e Contas referente ao exercício 2025/26 (1 de julho de 2025 a 30 de junho de 2026), agora apresentado, mostra que, pela primeira vez, a Sociedade ultrapassou a barreira dos 100 milhões de euros em rendimentos globais, atingindo os 115,682 milhões, num período marcado pela boa prestação desportiva e pela valorização do plantel.
O resultado líquido fixou-se nos 17,315 milhões de euros, enquanto o EBITDA — indicador financeiro usado para medir o desempenho operacional e a capacidade de geração de uma empresa — chegou aos 39,614 milhões, também o valor mais elevado de sempre. Para estes números contribuíram de forma decisiva as meias-finais alcançadas na Liga Europa, além das receitas televisivas, comerciais e de matchday.
As operações com direitos de atletas geraram ainda 67,339 milhões de euros, sobretudo através das vendas de Roger Fernandes (€32 milhões, para o Al Ittihad), Rodrigo Zalazar (€30 milhões, para o Sporting) e Simon Banza (€8,5 milhões, para o Al Jazira).
Também o ativo atingiu um máximo histórico, nos 230,377 milhões de euros, ultrapassando pela primeira vez os 200 milhões, e registando um crescimento superior a 60 milhões de euros face à temporada transata. O valor do plantel teve um peso importante, com destaque para as aquisições de Pau Victor, Mario Dorgeles e Demir Tiknaz.
Do lado do passivo, ascendeu aos 144,042 milhões — mais 43,279 milhões do que no ano anterior —, num exercício marcado por investimentos no plantel e nas infraestruturas, nomeadamente no Estádio Municipal de Braga e na Cidade Desportiva. Os capitais próprios fecharam positivos em 86,335 milhões de euros, com uma autonomia financeira de 37 por cento.
O relatório destaca ainda os 61 jogos oficiais disputados pela equipa principal, recorde nacional, que contribuíram para o aumento dos gastos operacionais (€69,018 milhões), sobretudo com deslocações, estadias e prémios associados à campanha europeia. Apesar dos números positivos, a SC Braga SAD registou também 4,129 milhões de euros em perdas por imparidade relativas a dívidas de clientes.
O relatório e contas será apreciado e votado pelos sócios na Assembleia-Geral marcada para 19 de outubro de 2026, às 17h30. Além deste ponto, a ordem de trabalhos inclui a deliberação sobre a proposta de aplicação de resultados, a apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade e a aprovação do orçamento da Sociedade.