SC Braga reforça críticas à PSP dizendo que tem uma posição «muito estranha»
O SC Braga não baixa a guarda e continua a querer esclarecer ao pormenor tudo o que se passou no dia do dérbi minhoto diante do Vitória de Guimarães (3-2), no passado sábado. Os arsenalistas entendem que a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi desadequada — não só no que concerne à obrigação de retirada de uma faixa que, segundo o clube, fazia parte da coreografia, como também devido aos ferimentos sofridos por uma adepta, supostamente depois de esta ter sido empurrada por um agente da autoridade — e, nesse sentido, durante toda a semana têm vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas junto das instâncias desportivas para que o processo seja devidamente tratado.
Já depois de terem sido ouvidos pela Federação Portuguesa de Futebol, pela Liga Portugal e pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, os minhotos aguardam por uma reunião com o Governo, que também foi alvo de críticas por ter uma análise «parcial», isto no seguimento das declarações de Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
Quem também já se pronunciou sobre o sucedido foi o Comando Distrital da PSP de Braga, cujo balanço apresentado contraria a versão do SC Braga. Os arsenalistas foram lestos a responder e acusaram a referida força policial de «censura», mas este caso parece não estar ainda encerrado.
Tudo porque, ontem, o subintendente Sérgio Soares, porta-voz da Direção Nacional da PSP, afirmou que não existe nenhuma averiguação no seio daquela instituição, o que contraria o que disse, também ontem, António Salvador, à margem de um evento que decorreu na Associação Empresarial de Braga e que tinha que ver com a apresentação de um estudo que relatava o impacto económico que os jogos do SC Braga na UEFA Europa League tiveram para a cidade.
Ora, no comunicado emitido esta sexta-feira, o SC Braga diz que vai, para já, abster-se de tecer outras considerações, mas diz que «procurará ser esclarecido sobre esta posição — que muito estranha, por ser contraditória com os factos elencados».
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