«SC Braga disputou mais finais de taças do que outros grandes de Portugal»
A cumprir a quarta temporada no SC Braga, Víctor Gómez só tem elogios para os guerreiros do Minho, assumindo o desejo de chegar à seleção principal de Espanha, depois de já ter sido internacional jovem pelo seu país.
«O SC Braga está a investir muito, sobretudo nas infraestruturas. Está a criar um projeto muito ambicioso para alcançar o topo em Portugal. Creio que ainda temos muito mais para fazer e lutar. O SC Braga, sem ir mais longe, disputou mais finais das taças do que outros grandes de Portugal. É uma boa referência do trabalho que se está a fazer no clube», referiu, em entrevista à Marca, confessando que os bracarenses poderão destronar Sporting, FC Porto e Benfica a médio prazo na Liga.
«Já vimos isso noutras ligas. A equipa está a ser construída através de uma base e é sobre essa base que devemos continuar a trabalhar para melhorar e fazer com que isso, competir para ganhar o campeonato, seja possível», atirou.
Embora sem braçadeira, o lateral-direito, de 25 anos, sente-se como um capitão de equipa.
«Se não me engano, sou o quinto jogador com mais épocas no clube. Ainda que não seja o capitão, tenho de assumir uma maior responsabilidade dentro de campo», disse, falando sobre os restantes espanhóis da equipa: Pau Víctor, Gabri Martínez e Fran Navarro.
«Tenho de ajudá-los. Fran Navarro está mais habituado, porque está há mais anos em Portugal, mas com Gabri Martínez e Pau Víctor é igual ao que o Abel Ruiz fez comigo», comentou, revelando que o SC Braga recusou uma oferta do Spartak Moscovo no verão, no valor de oito milhões de euros.
«Tens de te sentir valorizado, valorizar-te a ti mesmo e acreditar que podes fazer melhor e que podem chegar coisas melhores. Tens de te concentrar no trabalho diário para seres cada dia um pouco melhor», atirou.
Víctor Gómez não esconde o desejo de ser chamado por Luis de la Fuente para a seleção A de Espanha.
«Que jogador espanhol não sonharia jogar na seleção A? Tendo passado pelas categorias de formação, sabes o que é representar o teu país e vivenciar em primeira mão o que significa vestir a camisola da seleção. É um sonho que persigo, mas sei que é muito difícil, porque a concorrência é altíssima», afirmou, reagindo à derrota na final da Taça da Liga, aos pés do Vitória de Guimarães.
«Para ser sincero, acabas por te sentir um pouco desanimado, porque perdeste com o eterno rival, também pela forma como aconteceu, um penálti e um canto que poderia ter sido evitados. Além disso, acho que tivemos as nossas oportunidades. A equipa tem de recuperar desse revés. Não dá para culpar ninguém. Só quem bate os penáltis é que erra. O Rodri [Zalazar] teve a coragem de bater. Temos de virar a página e seguir em frente», completou.