Marcos Leonardo no Ajax
Marcos Leonardo no Ajax

Ex-Benfica em crise acusado de ser favorecido no Ajax

Marcos Leonardo tem apenas dois golos esta época

Theo Janssen defende que fatores financeiros estão a influenciar a escolha do ponta de lança titular no Ajax. O antigo médio do emblema de Amesterdão levantou a questão na noite de segunda-feira, durante a sua intervenção no programa Rondo, da Ziggo Sport.

Para o comentador, o estatuto de cada jogador nas contas do clube sobrepõe-se ao momento de forma: «O facto de ele não jogar sempre tem a ver com dinheiro. O Tolu está emprestado e o Leonardo foi comprado. Acham que é o treinador que decide isto?», atirou Janssen, que não escondeu a admiração pelo dianteiro nigeriano: «Parece um excelente tipo quando o ouvimos falar. É forte e faz golos. É bom jogador.»

Uma visão contestada em estúdio por Nordim Amrabat, que rejeitou a ideia de que o contrato dite o tempo de jogo de Tolu, justificando as opções com o desgaste do atleta: «Tenho estado atento a ele. Ao fim de uma hora, deixa de pressionar. Fica cansado.»

Recorde-se que Tolu Arokodare rumou ao Ajax no último verão, cedido pelo Wolverhampton — conjunto que disputa o Championship e com o qual tem vínculo até meados de 2029 —, numa operação que contempla uma opção de compra fixada em 20 milhões de euros, incluindo bónus. Pelo mesmo valor de 20 milhões de euros, o clube neerlandês garantiu a título definitivo a contratação de Marcos Leonardo ao Al-Hilal.

Em termos de rendimento, Tolu tem sido mais produtivo. O avançado nigeriano leva cinco golos em nove partidas na Eredivisie, tendo apontado o tento decisivo no passado domingo diante do Sparta Roterdão. Soma ainda cinco presenças naLiga Conferência (englobando as pré-eliminatórias), competição onde abriu o marcador na vitória por 2-0 sobre a Atalanta, na última quinta-feira.

Já no que toca a Marcos Leonardo, o registo é mais discreto. O avançado brasileiro que jogou no Benfica apenas faturou na Eredivisie frente ao Telstar, somando outro golo na fase de qualificação da prova europeia. No domingo, frente ao Sparta, passou os 90 minutos no banco de suplentes e são cada vez maiores as interrogações em torno do seu rendimento nos Países Baixos.

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