Rui Rodrigues, presidente do V. Guimarães - Foto: Conquistar o Futuro
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V. Guimarães: Rui Rodrigues justifica calendarização polémica das Assembleias Gerais

Assembleia Geral Extraordinária 'chutou' a Assembleia Geral Ordinária (que, pelos estatutos, deveria ocorrer até 31 de outubro) para 6 de novembro. Presidente esclarece porquê

No castelo, não se tem falado de outra coisa: os sócios do Vitória de Guimarães vão votar, no dia 30 de outubro, em Assembleia Geral Extraordinária, a venda de ações representativas de 17% do capital da SAD à V Sports, para restabelecer uma participação de 46%.

No entanto, essa reunião magna chutou a Assembleia Geral Ordinária — que ao abrigo dos estatutos se deveria realizar até ao dia 31 de outubro — para 6 de novembro (uma semana depois), em clara violação dos mesmos.

Depois de a Associação VItória Sempre e Belmiro Pinto dos Santos (um dos candidatos derrotados nas últimas eleições e ex-presidente da Mesa da AG) criticarem a realização da Assembleia Geral Extraordinária do próximo dia 30 e o desrespeito dos prazos estatutários, nesta quinta-feira também o antigo concorrente à liderança dos vitorianos, Viriato Sampaio, se pronunciou, denunciando a «violação dos estatutos» e — indo mais além — questionando a «prioridade dada à V Sports» na venda de 17% das ações da SAD.

Em resposta a todo este barulho, Rui Rodrigues deu esclarecimentos aos meios do clube, explicando as circunstâncias que levaram a Direção a solicitar a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária até ao final de outubro — e após as três sessões de esclarecimento aos sócios agendadas para os dias 16 (sexta-feira), 22 (quinta-feira) e 26 de outubro (segunda-feira), sempre a partir das 21h30, no auditório do Estádio D. Afonso Henriques.

«Relembro que imediatamente após a nossa eleição, iniciámos contactos com a V Sports, cumprindo o compromisso eleitoral de reaproximação a um parceiro que consideramos credível, confiável e importante para o futuro do clube. Desde os primeiros contactos, ambas as partes reconheceram que a parceria, nos moldes atuais, não responde aos interesses de nenhuma das partes. Existia, contudo, uma vontade comum de encontrar um novo entendimento, uma vez que a V Sports reconhece um grande potencial no Vitória e a Direção acredita no contributo que este parceiro pode dar ao desenvolvimento do clube», começa por dizer o presidente dos conquistadores.

O dirigente explicou que em agosto se registaram «avanços significativos que permitiram iniciar negociações para o restabelecimento da participação de 46% da V Sports no capital social da SAD e, sobretudo, para a retoma de uma parceria alinhada com a estratégia apresentada aos associados durante a campanha eleitoral», num momento em que «ficou acordado entre as duas partes que tanto a conclusão das negociações como a decisão dos sócios sobre a proposta teriam de ocorrer impreterivelmente até ao final de outubro».

Depois, «seguiu-se um processo negocial exigente, com avanços e recuos», no qual a Direção garante ter defendido «com firmeza os interesses do Vitória» e o entendimento «apenas foi alcançado no dia 9 de outubro», num «reforço da posição do Clube face ao acordo que tinha sido celebrado em 2023».

O líder dos vimaranenses conta que teve uma reunião de carácter urgente nesse dia (9 de outubro), para dar conhecimento do entendimento alcançado e do prazo acordado para a sua submissão aos associados: «Ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral solicitei que a reunião destinada à apreciação das propostas relativas à V Sports se realizasse ainda durante o mês de outubro. Expliquei as condições e a relevância desse prazo, tendo em conta que estava em causa a continuidade da V Sports como parceiro do Vitória.»

«Foi esse o pedido que apresentei relativamente à calendarização. Ou seja, que a realização da Assembleia Geral Extraordinária fosse até ao final de outubro. Após essa reunião o Presidente da MAG, compreendendo a relevância dos assuntos em causa, reuniu com os restantes membros da Mesa e procedeu à marcação das duas Assembleias Gerais. É este o enquadramento que, por dever de esclarecimento, entendo partilhar com os associados», justifica.

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