Opinião de Alemão sobre as mudanças no centro da defesa dos leões

Rui Borges: «Mudanças? Agradecer a quem passa e fazer crescer quem chegou»

Treinador do Sporting satisfeito com os trabalhos de pré-época. Capitão? «Será definido 'a posteriori'»

O Sporting apresenta-se aos sócios amanhã, sábado, no Estádio José Alvalade, diante dos franceses do Mónaco, no mítico Toféu Cinco Violinos e Rui Borges mostra-se confiante num bom pontapé de saída na época 2026/2027.

«A pré-temporada tem corrido muito bem, quem chegou está super integrado, foi bem recebido, está a dar boas respostas, está com uma energia muito boa, energia que o grupo também sente de forma geral. Tem sido muito bom, bons jogos, não está tudo perfeito, longe disso, ainda temos que crescer muito enquanto coletivo também. Amanhã há mais um jogo, um bom jogo, um bom teste contra uma grande equipa, com bons jogadores, com um grande treinador também [Filipe Luís]. E, acima de tudo, queremos tentar honrar também aqui uma, se não a maior, das maiores gerações do Sporting, da melhor forma. Por isso, continuar a crescer naquilo que é o nosso jogo, em termos coletivos, melhor entendimento de algumas coisas também, tentar melhorar sempre algo mais e juntar a isso, claro, um troféu que é muito simbólico para todos nós», sublinhou, em declarações à Sport TV.

Olhando para os candidatos ao título, o Sporting é, claramente, o clube que está a sofrer uma transformação maior no plantel. Questionado sobre pelas saídas, nomeadamente no meio-campo, Rui Borges mostrou-se tranquilo.

«Sim, jogadores importantes, mas acho que é a naturalidade das equipas, do futebol em si. Há algumas mudanças, mudanças que eu, como treinador, sou muito frio nesse sentido e preparado para aquilo que é exigência acima de tudo. Daquilo que é Sporting, já o disse várias vezes, o clube será sempre o Sporting, será sempre um grande clube, um clube candidato a tudo que está inserido, aos títulos que está inserido. Agradecer a quem passa, deixa um passado glorioso, onde ficarão claramente marcados na história do clube também. E agora olhar para a frente, fazer crescer quem chegou e continuar um Sporting forte, de crescimento e acima de tudo vitorioso», disse.

É notória que há também uma transformação nas características de alguns jogadores, por exemplo no miolo, com jogadores muito mais físicos, o treinador leonino foi instado a comentar se é uma equipa mais à sua imagem.

Neste momento estamos felizes com o que temos, aquilo que tínhamos de antecipar, antecipámos bem e, nesta fase, estamos felizes, toda a gente está a dar uma grande resposta. Entradas e saídas vai-se falar sempre, é o Sporting...

«Não, acho que aqui não podemos, nós como treinadores, estar a copiar o que existe. Estamos sempre à procura de melhorar e de criar e de sermos diferentes no nosso dia a dia, no nosso caminho, e acaba por ser isso, era difícil encontrar os jogadores, o Morten [Hjulmand]... o Morten é o Morten, o Silas [Andersen] vai ser o Silas, não sei se vai ser melhor ou pior, vai ser diferente, características diferentes. Acima de tudo é olhamos e sabemos que o trabalho que tínhamos de fazer enquanto estrutura, enquanto clube, penso que tem sido muito bem feito, foi algo que foi bem trabalhado desde cedo, e estamos super felizes com quem chegou, volto a dizer que estão bem integrados, estão a dar boas respostas, que é isso que queremos e desejamos, de forma geral, e seguir o nosso caminho, agradecer a quem foi, agradecer muito, porque volto a dizer que não é um passado glorioso, mas o futebol é isto mesmo», respondeu.

Instado a revelar algumas lacunas ainda existentes no plantel, Rui Borges não levantou a ponta do véu: «Neste momento estamos felizes com o que temos, aquilo que tínhamos de antecipar, antecipámos bem e, nesta fase, estamos felizes, toda a gente está a dar uma grande resposta. Entradas e saídas vai-se falar sempre, porque é o Sporting, e até o último dia de mercado vai-se falar sempre em saídas e entradas, já vi mais de 50 jogadores para o Sporting, por isso, é natural, não ligo muito a isso. Estou focado no grupo que tenho e feliz com ele, se sair mais alguém depois tomaremos decisões, ou não, perante aquilo que serão as nossas necessidades.»

Com a saída de Morten Hjulmand o Sporting ficou sem dono da braçadeira de capitão. O treinador elencou nomes que já faziam parte do lote e reservou decisão para mais tarde: «Tomaremos decisões mais à frente, mas, neste momento, dentro do plantel temos capitães inseridos, está o [Gonçalo] Inácio, o Dani [Daniel Bragança], que fazia parte do lote de capitães, o Eduardo Quaresma também já tinha sido capitão connosco o ano passado, por isso, nesta fase estamos bem liderados, depois, a posteriori talvez possamos, ou não, acrescentar algo mais à lista de capitães.»

Quanto aos jovens que Rui Borges observado a trabalhar com a equipa principal e que se estão a destacar, nomeadamente Gabriel Silva, Flávio Gonçalves, Eduardo Felicíssimo - a jogar a central -, Rui Borgs foi questionado sobre se algum pode iniciar o campeonato na lateral esquerda, tenso em conta que Maxi Araújo está castigado e Ricardo Mangas foi hoje apresentado no Monza.

«Têm trabalhado bem, acima de tudo é continuar aquilo que é a identificação de Sporting, é a sua formação, sempre a dar frutos, esperemos que assim continue a ser e os miúdos têm dado, e muito bem, essa resposta nesta pré-época. Ao longo deste ano e meio que estou no Sporting deram e ajudaram muito no ano que fomos bicampeões, ajudaram-nos muito a ser campeões novamente, por isso, é algo que é algo natural no clube, esse crescimento, esse apostar da juventude, porque também temos qualidade e porque eles também fazem por isso e demonstram isso diariamente, naquilo que é a exigência. Sou treinador do Sporting, feliz pelo plantel que tenho e super motivado para a época que vem», concluiu.

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