Rui Borges - Foto: José Coelho/Lusa
Rui Borges - Foto: José Coelho/Lusa

Rui Borges e as queixas de Farioli: «Esqueceu-se das bolas e das toalhas»

Treinador do Sporting elogiou prestação dos jogadores e lamentou os azares de Gonçalo Inácio e Hjulmand, que, disse, sofreram entorses. 'Farpa' a Farioli

Missão cumprida. O Sporting carimbou passagem para a final do Jamor apesar do nulo no Dragão, com os leões a fazerem-se valer da vantagem alcançada em Alvalade (1-0) e, no final, Rui Borges mostrou-se orgulhoso.

«Queríamos ganhar o jogo. Sabíamos que, em algum momento, íamos quebrar um bocadinho, é natural com a quantidade de jogos e exigentes que temos tido. Uma primeira parte muito boa, claramente melhores do que o FC Porto, com bola. Na segunda parte melhor o FC Porto. Nós fomos perdendo um bocadinho essa capacidade física, mas uma entrega e um compromisso fantásticos da equipa e uma demonstração clara daquilo que é a força deste grupo», realçou, em declarações à RTP.

Quanto à questão da capacidade física que se notou em alguns jogadores, Rui Borges foi instado a explicar a resiliência da equipa: «Só uma grande equipa é que conseguia fazer isso, muito sinceramente. Acho que os jogos que temos tido são de exigência alta, grande, máxima. Eles têm-se entregue ao máximo, têm feito belíssimos jogos e hoje sabíamos que, em algum momento, íamos ter de estar unidos, comprometidos, rigorosos, íamos ter de lutar, íamos ter que estar ali muito unidos. E foi isso que aconteceu mais na segunda parte. Na primeira parte, enquanto tivemos a nossa energia no alto, tivemos muita qualidade na posse, com bola, tranquilos.»

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Considera, então, que seria possível a equipa ter feito melhor na segunda parte.
«Penso que no conjunto acredito que não seria possível fazer muito mais. Acho que é perceptível que a equipa estava um pouco cansada. Também tivemos de tentar aqui gerir algumas coisas com as substituições, com os infortúnios que tivemos de entorses do [Gonçalo] Inácio e do Morten [Hjulmand]. Condicionou-nos claramente naquilo que era um o plano estratégico em termos de substituições. Tivemos de jogar um bocadinho ao momento do jogo. Queria muito estar novamente na final da taça, disputar um troféu que é nosso. Queremos muito tornar a ganhar. A equipa foi uma verdadeira família em campo», respondeu.

E sobre o que se tem falado sobre este jogo ser um pouco a tábua de salvação da época, Rui Borges discordou: «Era um jogo que nos dava uma disputa de final de taça e as grandes equipas querem estar até ao fim a lutar pelos troféus. E é nisso que nós estamos inseridos.»

Em relação ao adversário no Jamor, Torreense ou Fafe, o treinador leonino não tem preferência: «É uma final da taça. Já tive do outro lado, sei bem a motivação de jogar contra equipa grande, por isso, vamos com muito respeito. E volto a dizer, o mais importante é dizer que queremos muito ganhar a taça.»

Questionado sobre se este jogo ajuda à renovação de contrato, Rui Borges não respondeu: «Feliz pela passagem!»

Já à Sport TV, questionado sobre as queixas de Farioli sobre a perda de tempo dos leões, Rui Borges atirou: «Na segunda parte, o FC Porto foi melhor do que o Sporting com bola, na primeira fomos melhores, em relação ao tempo... Deve ter-se esquecido das bolas e das toalhas.»