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«Inacreditável e absurdo»: Blatter arrasa FIFA após exclusão de árbitro do Mundial
Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, acusa o seu sucessor, Gianni Infantino, de falta de autoridade na gestão do «caso Omar Artan», o árbitro somali que foi excluído e impedido de participar no Mundial pelos Estados Unidos.
O profissional de arbitragem, recorde-se, foi impedido pelas autoridades norte-americanas de entrar no país, à chegada ao aeroporto de Miami (Florida), tendo regressado esta quarta-feira de manhã a Mogadíscio, capital do seu país.
Entre as vozes críticas pela atuação dos Estados Unidos, que organizam o Campeonato do Mundo com o Canadá e o México, está a do homem que liderou a FIFA entre 1998 e 2015.
É inacreditável e absurdo. Quando um país é escolhido para acolher um Mundial, existem dois princípios sagrados e fundamentais. O primeiro é a segurança, que o país deve garantir para o evento. O segundo é a concessão de vistos de entrada a todos os oficiais da FIFA. E não há nada mais oficial do que um árbitro», afirmou ao L'Équipe.
«Se um país recusa a entrada a um árbitro, é um problema grave, e o Mundial não deveria realizar-se num estado assim. A culpa é, em primeiro lugar, da FIFA. Abandonou este princípio, que os Estados Unidos não respeitaram. O torneio não pode ser parado, mas é revoltante!», prosseguiu.
Sepp Blatter respondeu também à desculpa invocada pela FIFA, que se distanciou explicando que «não esteve envolvida nos procedimentos de imigração dos países anfitriões»: «Não deveria o atual presidente [Gianni Infantino] mostrar que é mais forte do que o seu bom amigo da Casa Branca [Donald Trump]?»
«Quando se começa a deixar a política controlar, é mau. E as outras federações também deveriam protestar», defendeu o antigo dirigente, admitindo, contudo, que vai assistir aos jogos. «Porque o futebol é a minha vida e não consigo desistir dele. Nem sempre estou satisfeito com o que acontece, mas já não tenho poder para mudar nada», sublinhou.
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