Rui Borges e Luis Suárez, treinador e goleador do Sporting - Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges e Luis Suárez, treinador e goleador do Sporting - Foto: MIGUEL NUNES

Rugido final: como o Sporting atacou a vaga na Champions

Foi no acelerador de golos que o leão carregou para ultrapassar o Benfica na reta final. Os números que colocam os verdes e brancos em evidência na Europa

O Sporting apertou na reta final e terminou o campeonato com o pé no acelerador, não sendo possível o tri que o FC Porto impediu, acabou por assumir uma demonstração de força, resgatou o segundo 2.º lugar e carimbou o passaporte para a UEFA Champions League. Depois de dois percalços inesperados – os empates frente ao Aves SAD e Tondela –, que permitiram a ultrapassagem momentânea do Benfica, a equipa não tremeu, reagiu, recuperou a vice-liderança e fechou a Liga com o segundo grande objetivo assegurado.

Fê-lo prego a fundo, à sua imagem. Porque esta equipa mostrou que não tem fulgor ofensivo por acaso, é identidade vincada na obra de Rui Borges. Os 12 golos nos últimos três jogos são o espelho dum leão com saúde e apetite voraz. Além dos pontos para chegar ao objetivo que sobrava, os verdes e brancos entraram numa cruzada para superar a temporada anterior: repetiram os 82 pontos, mas elevaram a fasquia para os 89 golos marcados (mais um) e blindaram a defesa, sofrendo apenas 24 golos (menos três).

Mas a verdadeira transformação operou-se em Alvalade. Em casa, o leão cilindrou: 51 golos no campeonato, contra os 40 do ano anterior. No total das provas, foram 79 golos em 27 jogos caseiros, uma média avassaladora de 2,93 golos por partida. É a segunda melhor marca ofensiva leonina nos últimos 50 anos, apenas superada pela época de sonho de 2023/2024, em que marcou 83 golos em Alvalade no somatório das competições.

Estes registos ganham dimensão também no panorama europeu. Nos campeonatos domésticos, só os colossos Bayern (68) e Barcelona (54), na Alemanha e em Espanha, marcaram mais em casa do que o Sporting (51). Os leões surgem no pódio europeu, acima de gigantes como o Inter (49), Manchester City (44) e PSG (41).

Apesar de falhar o objetivo maior, a estatística nesta Liga mostra que o leão se despede com o melhor ataque — dentro (51 golos) e fora de portas (38), total de 89 —, impulsionado pela eficácia cirúrgica de Luis Suárez, o rei dos goleadores com 28 golos (37 em todas as provas). A fechar o diagnóstico de uma equipa de tração à frente, os leões lideram os remates enquadrados e as oportunidades de golo criadas. O título escapou, mas a vaga na Champions foi carimbada com selo de qualidade no final. O leão acabou a acelerar.

A iniciar sessão com Google...