Pietuszewski chegou em janeiro e Froholdt no verão. Reforços que fizeram a diferença - Foto: FC Porto
Pietuszewski chegou em janeiro e Froholdt no verão. Reforços que fizeram a diferença - Foto: FC Porto

Mercado volta a mexer: fórmula de 2025/26 deve repetir-se no FC Porto

Na época em que voltaram a celebrar o título, dragões redesenharam o plantel quase só com recurso a ativos externos e apenas o regresso de João Costa como movimento interno. Em menor escala, deverão manter a aposta para 2026/27

A festa do título nos Aliados também serviu para lançar pistas sobre o próximo mercado do FC Porto. André Villas-Boas, presidente dos dragões, e Francesco Farioli, treinador da equipa campeã, mostraram sintonia quanto ao caminho a seguir, com a SAD azul e branca preparada para voltar a intervir no mercado em função das necessidades detetadas para 2026/27 e da eventual cobiça de clubes financeiramente mais poderosos sobre algumas das principais figuras do plantel.

Foi o próprio presidente quem enquadrou a questão numa lógica de sustentabilidade. «Um clube português para ser sustentável tem de gerar cash-flow e essa é a maior dificuldade. Encaixamos agora uma receita significativa com a Liga dos Campeões, mas as nossas responsabilidades são imensas e temos, obrigatoriamente, de trabalhar no mercado e renovar equipas. E isso é que é a dificuldade. Há uma base construída e temos de tornar este clube sustentável, temos de mexer no mercado e renovar-nos ano a ano», afirmou André Villas-Boas, reforçando, ao mesmo tempo, que o objetivo passa por «manter as peças principais» sempre que possível.

Do lado de Farioli, a mensagem foi diferente na forma, mas semelhante no conteúdo: o técnico deixou claro que, passada a celebração, o foco muda para o que vem a seguir, abrindo a porta a ajustamentos no grupo que acaba de conquistar o campeonato.

Tudo aponta, por isso, para uma fórmula semelhante à da época passada. No verão de 2025, o FC Porto foi quase exclusivamente ao mercado internacional e reforçou-se com Alberto Costa, vindo da Juventus, Nehuén Pérez (que estava cedido e cuja cláusula de compra junto da Udinese foi ativada), Dominik Prpic, Bednarek, Jakub Kiwior, Pablo Rosario, Gabri Veiga, Victor Froholdt, Borja Sainz e Luuk de Jong. A única exceção de relevo no plano interno foi o regresso de João Costa, proveniente do Estrela da Amadora, numa janela marcada por forte intervenção externa e por uma clara aposta em soluções recrutadas fora de Portugal.

Nem o inverno alterou essa matriz. Também aí os dragões foram buscar reforços exclusivamente além-fronteiras, com as entradas de Thiago Silva, livre após a saída do Fluminense, Oskar Pietuszewski, contratado ao Jagiellonia, Terem Moffi, cedido pelo Nice, e Seko Fofana, emprestado pelo Rennes. O FC Porto fez então correções cirúrgicas em duas janelas distintas, sempre guiado por necessidade, oportunidade e contexto financeiro. Ajustamentos que se revelam fundamentais para celebrar o título.

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