Rude? Rudiger defende estilo: «Hoje vai ser um dia desagradável para ti»
Antonio Rudiger, um dos pilares da defesa do Real Madrid, abordou o estilo pessoal de jogo aguerrido, afirmando que a dureza em campo faz parte da sua identidade.
O defesa alemão, indiscutível para Alvaro Arbeloa, considera que a abordagem nos duelos individuais é uma questão de mentalidade. «Ser um defesa duro faz parte do meu ADN. Se queres ser um especialista no um contra um a este nível, não podes ser um acompanhante amável. Tens de transmitir ao avançado: 'Hoje vai ser um dia desagradável para ti'», explicou numa entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Rudiger acredita que foi precisamente essa intensidade e o jogo no limite que o levaram ao Real Madrid, onde se estabeleceu como uma peça fundamental na retaguarda. «Se deixar de fora essa intensidade, essa entrega, esse jogo no limite, valho apenas metade. Essa faceta é exatamente o que me trouxe ao Real Madrid», sublinhou, acrescentando que no clube valorizam e celebram essa característica. «Sem isso, não estaria aqui, não teria ganho duas vezes a Champions nem teria jogado tantos jogos pelo meu país».
Se deixar de fora essa intensidade, essa entrega, esse jogo no limite, valho apenas metade
O jogador de 33 anos reconhece, no entanto, que por vezes ultrapassa os limites e aceita as críticas construtivas. «Se a crítica for séria e objetiva, claro que a levo a sério, porque eu próprio sei que tive ações que passaram claramente das marcas», confessou. «Isso também me leva a tentar estar ainda mais concentrado. Não quero ser um foco de problemas, mas sim trazer estabilidade e segurança. O debate recorda-me que tenho uma responsabilidade e que, em alguns momentos, não estive à altura», refere, ele que recentemente teve momentos tensos com o treinador do Manchester City Pep Guardiola, por exemplo.
Saúde em segundo plano
Por fim, Rudiger revelou a sua dedicação ao clube, admitindo ter jogado com dores físicas significativas. «Coloquei a minha saúde em segundo plano e quis estar a 100% para o Real Madrid, porque não há nada que eu odeie mais do que deixar os meus colegas na mão», afirmou. Questionado se o faria novamente, a resposta foi clara: «Provavelmente sim! Mesmo assim, depois da minha operação em 2025, disse internamente com mais clareza que já não aguentava mais…».