Robertson e a morte de Diogo Jota: «Não queríamos saber de futebol»
A morte de Diogo Jota deixou marcas profundas no balneário do Liverpool. Andy Robertson, que era muito próximo do internacional português, recordou o impacto da perda do avançado e explicou como o luto afetou uma equipa que, durante meses, teve dificuldades em voltar a encontrar o foco no futebol.
«Foi horrendo. Quando penso nos novos jogadores que chegaram, eles estavam a entrar num clube de coração partido. Tinham assinado por muito dinheiro e, mesmo assim, demoraram meses a adaptar-se, porque nós não queríamos saber de futebol. Essa era a verdade», confessou, em declarações no podcast The Overlap.
Jota, recorde-se, morreu num acidente de viação a 3 de julho de 2025, aos 28 anos, deixando o Liverpool e o futebol português em choque. Para Robertson, a dor não podia ser separada daquilo que acontecia dentro das quatro linhas. «Não nos importávamos com futebol porque tínhamos acabado de perder um dos nossos melhores amigos no balneário», explicou.
«Acho que perdemos aquela determinação. Às vezes pensávamos: 'Qual é o sentido disto?'. Estávamos a olhar para aquilo por que a família do Diogo estava a passar, para os filhos dele. Ele não era um futebolista para nós. Era um companheiro de equipa, um amigo e tudo o resto», recordou.
O escocês recordou ainda a proximidade que tinha com o jogador luso e o choque de passar, num espaço de poucos dias, da celebração de um momento de felicidade para uma realidade de luto. «Na semana antes de ele morrer, estive no casamento dele. Passar de um dos dias mais felizes da vida dele para, na semana seguinte, ver a família completamente destruída foi incrivelmente difícil», contou.