Confusão e agressões no túnel de Mestalla com Bellingham e Rudiger ao barulho

Confusão marcou intervalo do Valência-Real Madrid com omissões no relatório do árbitro

O túnel de acesso aos balneários do Estádio de Mestalla transformou-se num barril de pólvora ao intervalo do Valência-Real Madrid. De acordo com o jornal Marca, houve um confronto físico generalizado e na agressão de Rüdiger a um segurança, embora os episódios mais graves tenham ficado de fora do relatório oficial do árbitro da partida.

A tensão começou quando Braulio Jesús Vázquez Benítez, diretor desportivo do Valência, protestou com o primeiro árbitro assistente por uma falta; depois, quando os atletas do conjunto valenciano se dirigiam para o balneário, chegaram três jogadores do Real Madrid e os ânimos exaltaram-se de vez quando Bellingham puxou o fato de Braulio, na tentativa de o afastar do árbitro auxiliar.

Perante este gesto, desencadeou-se uma grande confusão com trocas de empurrões entre os atletas de ambos os lados. Três agentes de segurança intervieram prontamente para empurrar o grupo do Real Madrid em direção à porta do respetivo balneário. No meio do tumulto, foram desferidos vários golpes e a mão de Rudiger acabou por atingir a cara de um dos elementos da segurança que procurava separar os blocos em confronto. Pelo meio, Konaté surgiu a tentar apaziguar a situação, gritando repetidamente: «Tranquilidade!»

Os próprios seguranças comunicaram ao árbitro principal terem sido alvo de agressão por parte do defesa-central do Real Madrid. Aindade acordo com o jornal, o Valência tem na sua posse um vídeo que documenta todos estes acontecimentos, onde se comprovam o ambiente de extrema tensão, os empurrões e as agressões mútuas, que, defende, foram omitidas no relatório do árbitro, onde consta a abordagem de Braulio.

A imprensa espanhola teve acesso ao relatório do árbitro, José Hernández Maeso, que refere o seguinte: «Ao intervalo do encontro, no túnel de acesso aos balneários, o diretor desportivo do Valência Braulio Jesús Vázquez Benítez, encontrava-se nessa zona, onde protagonizou uma altercação, chegando a confrontar o meu árbitro assistente n.º 1, ao qual se dirigiu de forma reiterada e em tom exaltado nos seguintes termos: 'Não é falta, não é falta! Que vergonha!'. Da mesma forma, quando passei por ele, dirigiu-se também a mim em repetidas ocasiões, proferindo as mesmas palavras e mantendo uma postura exaltada. Perante esta situação, foi necessária a intervenção de agentes do Corpo Nacional de Policía, que procederam à sua identificação e tiveram de o segurar e afastar do local para pôr fim ao incidente.»

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