Michael Schumacher
Michael Schumacher - Foto: IMAGO

«Schumacher não sabe que foi sete vezes campeão do mundo»

Riccardo Patrese partilhou mais informações sobre o estado de saúde do piloto alemão e recordou que se ofereceu para ajudar na altura do acidente mas que a família rejeitou

Depois de ter sido revelado que Michael Schumacher já não se encontra acamado, fazendo uso de uma cadeira de rodas para deslocar-se, novas informações sobre o heptacampeão mundial de Fórmula 1 conheceram a luz do dia, através da Imprensa britânica.

«Recebi essa notícia, através de um amigo, de que ele estava a melhorar. Mas nunca o vi depois do acidente. Nunca lá fui, foram apenas convrsas de que ele poderia sentar-se, observar as coisas à volta dele e estabelecer contacto visual», afirmou ao Hochgepokert o seu antigo companheiro de equipa Riccardo Patrese.

«Depois das primeiras melhoras, as informações que eu tinha acerca da saúde dele eram de que estava na situação descrita esta semana. Está no mundo dele, mas reconhece as pessoas à sua volta, caras familiares. Tenho a certeza de que ele não sabe que foi sete vezes campeão do mundo», prosseguiu.

«Claro que o Michael agora vive da forma como vive com muito esforço da família. Penso que numa situação como esta é um tesouro para as pessoas que o amam. Mesmo na condição em que está, gostam de tê-lo por perto, cuidar dele e amá-lo. Ainda está connosco e só podemos esperar que melhore. Todos esperamos que, a cada dia, consiga fazer um pouco mais. Fico muito feliz por ouvir que o Michael está a melhorar, mas, pelo que sei, nada mudou em relação há alguns anos», disse.

Patrese recuou no tempo e recordou o momento em que soube do acidente de esqui, nos Alpes Franceses, em dezembro de 2013. «Éramos muito bons amigos. Era época de Natal. Soube do acidente. Ninguém sabia o quão grave tinha sido. Enviei-lhe uma mensagem: 'Está tudo bem, Michael?' Infelizmente, não houve resposta. Soube imediatamente que o problema era grave e, naquele momento, tudo mudou — e aquele foi o último contato que tive com ele», lembrou.

«Ofereci-me para ajudar, para ver se adiantaria ir vê-lo. Mas eles preferiram ficar sozinhos», relatou, acrescentando: «Vi a Corinna [mulher de Schumacher] em Goodwood em 2019, quando fizeram a celebração da carreira do Michael… foi um grande evento, mas não lhe perguntei como Michael estava. Na altura do acidente disse à Corinna: 'Queres que vá lá e tente falar com ele, ver se ele pode acordar e assim?' e ela respondeu-me 'Não te preocupes, Riccardo'.»

«Percebi que não gostavam de ter ninguém por perto, a não ser algumas pessoas de confiança, como Jean Todt e Luca Badoer, que era um amigo muito próximo do Michael. Fora essas pessoas, acho que ninguém se poderia aproximar do Michael. Tivemos bons momentos juntos até ao último instante», sublinhou.