Ricardo Horta foi ás de trunfo no jogo na Sérvia - Foto: Hugo Delgado/LUSA
Ricardo Horta foi ás de trunfo no jogo na Sérvia - Foto: Hugo Delgado/LUSA

Ricardo Horta dá o mote: «Em casa temos de nos assumir»

Avançado do SC Braga confiante para o jogo da 2.ª mão da 2ª pré-eliminatória da Liga Conferência, diante dos sérvios do Zeleznicar Pancevo

A vantagem é magra, conseguida na Sérvia, por 1-0, graças a uma grande penalidade convertida por Ricardo Horta, mas o atacante mostra-se bastante confiante para o encontro da 2.ª mão, da 2.ª pré-eliminatória da Conference League, com o Zeleznicar Pancevo, agendado para manhã, quinta-feira, na Pedreira.

«Deu para ver que apanhámos uma equipa que sabia jogar, sobretudo na saída, com qualidade que troca bem a bola e foi aí que sentimos dificuldades. Mas, sinto que amanhã [quinta-feira] será diferente. Em casa temos de nos assumir, já não vamos jogar um sintético, queremos as nossas bolas para fazer um jogo com personalidade. Temos de mudar um bocadinho a imagem, porque sabemos que não foi o nosso melhor jogo. Vamos entrar a querer ganhar o jogo, ainda mais numa eliminatória destas. Trazemos uma boa vantagem, mas queremos entrar para vencer, fazer muitos golos e melhorar o nosso jogo. Vamos encontrar uma equipa interessante, mas acredito que podemos causar-lhes mais dificuldades do que aconteceu na Sérvia», sublinhou o camisola 21, em conferência de imprensa.

Questionado sobre qual é o sonho pessoal para esta época, o avançado de 31 anos, hesitou: «Não sei o que lhe diga, porque o meu pensamento está no treino de hoje e no jogo de amanhã. Não quero estar aqui a fazer promessas, o meu próximo sonho é ganhar o jogo, amanhã.»

Sobre o arranque no campeonato, que está aí à porta [a 1.ª jornada é em casa do Moreirense] ser melhor do que na época transata, Horta falou em consolidação da equipa: «Acho que isso se nota dentro do plantel e do clube, temos um processo consolidado. Fizemos muitas coisas boas e este ano temos de iniciar a época pegando em coisas boas do ano passado e acrescentar consistência. Isso nota-se no grupo, treinos e é mais fácil assimilar as ideias este ano.»

Já sobre onde vai buscar estímulos ano após ano, a resposta foi rápida: «É a paixão que tenho pelo futebol, é a minha vida. O meu primeiro brinquedo foi uma bola, jogo desde os três anos e é isso que me motiva. No Sporting de Braga é fazer sempre melhor do que no ano passado. Se fiz 21 golos na última época, se calhar quero fazer 25 nesta. Não vou para novo, faço 32 anos daqui a um mês, mas gosto de desafios e estar no Sporting de Braga é um gosto para mim.»

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