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Gattuso e o falhaço por Itália: «Mundial 2026? Será uma ferida até à morte»
Na sua apresentação como novo treinador da Lazio, Gennaro Gattuso mostrou-se pronto para o desafio, afirmando que é preciso «pôr o capacete, pedalar e trabalhar». O técnico italiano abordou ainda a dolorosa não qualificação para o Mundial pela terceira vez seguida e a sua relação com o presidente Lotito.
«Estou orgulhoso por estar aqui, tenho ótimas sensações», começou por dizer na sua apresentação em Formello. O novo timoneiro dos biancocelesti reconheceu estar ciente das dificuldades que o esperam. «Conheço os problemas desde que falei com o presidente Lotito e com o diretor desportivo Fabiani. Sei de tudo, sei bem que é preciso pôr o capacete, pedalar e trabalhar. Caberá a mim e à minha equipa técnica trabalhar bem e muito», declarou.
Gattuso, que já esteve perto de assinar pela Lazio no passado, admitiu que as atuais circunstâncias foram decisivas para aceitar o convite. «Não nego que, talvez, sem estas condições, teria dito que não novamente. É um desafio», confessou, sublinhando o seu único objetivo: «Pôr em campo jogadores que respeitem e honrem a história gloriosa da Lazio».
De regresso a um banco da Serie A cinco anos depois da sua passagem pelo Nápoles, Gattuso não escondeu a desilusão pela falha na qualificação da Itália para o Mundial 2026. «Como jogador, tive alguma sorte, como treinador levei algumas pancadas nos dentes. Um dia, também eu irei colher os frutos. A ferida que tenho em mim permanecerá até à morte», desabafou.
Apesar do revés, o técnico agradeceu aos jogadores da seleção: «Deram-me tudo. No futebol, os pormenores decidem tudo». Gattuso garante que a mentalidade não mudou. «Tenho ainda mais veneno e raiva, acredito naquilo que proponho e faço, caso contrário não estaria aqui!», atirou. A Itália perdeu com a Bósnia no play-off, nos penáltis.
Quanto a metas, o treinador prefere não falar em classificações por agora. «Há sete, oito, nove equipas que partem em vantagem. Temos de fazer poucas coisas para completar a equipa, contratar por contratar não vale a pena. Teria gostado de começar com mais dois elementos», admitiu. Sobre a saída de Gila para o Milan, de Amorim, revelou: «Lotito e Fabiani queriam mantê-lo, mas fui eu que os convenci: se um jogador já não quer ficar depois de ter dado tudo…»