António Salvador não se poupa a esforços no que concerne à defesa intransigente dos direitos dos arsenalistas - Foto: SC Braga
António Salvador não se poupa a esforços no que concerne à defesa intransigente dos direitos dos arsenalistas - Foto: SC Braga

Reunião do SC Braga com o Governo para «ações concretas»

SAD debateu com as secretarias de Estado do Desporto e da Administração Interna. FPF e Liga presentes. Promoção do espetáculo e defesa dos adeptos

A história já vai longa, mas teve esta terça-feira mais um capítulo: o SC Braga esteve reunido com o Governo, mais propriamente com as secretarias de Estado do Desporto e também da Administração Interna, num concílio onde marcaram também presença representantes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e da Liga Portugal.

Em cima da mesa estiveram as reivindicações dos arsenalistas na sequência dos problemas ocorridos no dérbi minhoto diante do Vitória de Guimarães, realizado no passado dia 21 de fevereiro, e que tanta tinta têm feito correr. A SAD liderada por António Salvador entende que a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi desadequada, não só na tão propalada tarja que fazia parte da coreografia para o jogo e que foi retirada da bancada por ordem da PSP, mas também devido aos incidentes com alguns adeptos — uma sócia dos bracarenses, na casa dos 80 anos, terá sido empurrada por um agente da autoridade e teve mesmo de receber assistência médica —, pelo que, nos últimos dias, têm sido várias as iniciativas promovidas pela cúpula bracarense com vista ao apuramento de responsabilidades e, acima de tudo, para precaver problemas idênticos no futuro.

«É do interesse do futebol e do desporto que se concretizem iniciativas de apoio como aquela que aconteceria no SC Braga-Vitória SC. O espetáculo e a sua envolvência, tanto no recinto como na transmissão televisiva, saem favorecidos e valorizados, o que é crítico numa fase em que tanto se discute o 'produto' futebol profissional; é do interesse do futebol e do desporto promover relações de proximidade e de pertença com as suas comunidades», pode ler-se na nota emitida pelos bracarenses.

No referido comunicado, consta ainda o dado de que «o SC Braga sentiu estarem verificadas condições para que a defesa dos interesses acima elencados seja mais efetiva», algo que o clube regista «com agrado», ainda que esperando que tais conclusões se manifestem «em ações concretas».

A finalizar, os minhotos adiantaram também que têm «prestado suporte aos sócios que solicitaram apoio nos processos que estão a intentar e que reportam a ocorrências verificadas no Estádio Municipal e no seu perímetro», acrescentando que cada caso será devidamente acompanhado até à «conclusão dos mesmos».

Depois disso, e já na posse de toda a informação, «o SC Braga admite voltar aos factos e às suas consequências, disso mesmo dando nota aos seus sócios e adeptos».

O comunicado do SC Braga na íntegra:
O SC Braga informa que reuniu, esta terça-feira, com o Governo de Portugal, representado pelas Secretarias de Estado do Desporto e da Administração Interna. Na audiência, que teve lugar no Campus XXI, estiveram também a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal. Concluídas as reuniões que o Clube solicitou horas depois do jogo do passado dia 21 de fevereiro, às quais se acrescentou, a convite deste, o Comando Distrital da PSP de Braga, é pertinente registar as seguintes conclusões, que foram também comunicadas no encontro tido com o Governo: É do interesse do futebol e do desporto que se concretizem iniciativas de apoio como aquela que aconteceria no SC Braga x Vitória SC. O espetáculo e a sua envolvência, tanto no recinto como na transmissão televisiva, saem favorecidos e valorizados, o que é crítico numa fase em que tanto se discute o “produto” futebol profissional; É do interesse do futebol e do desporto promover relações de proximidade e de pertença com as suas comunidades; ⁠Nesse sentido, os adeptos são um ativo essencial e devem ser estimados enquanto tal, sendo um bem supremo a sua liberdade de associação com o Clube e a cidade que representam, assim como com a sua história, cultura e tradições; ⁠É do interesse geral, do qual não podem estar alheados o futebol e o desporto, que as fronteiras da liberdade de expressão sejam tão amplas quanto possível. O desporto não pode ser exceção a este princípio basilar da nossa existência enquanto sociedade. Dos encontros tidos, o SC Braga sentiu estarem verificadas condições para que a defesa dos interesses acima elencados seja mais efetiva. O Clube regista com agrado o alinhamento positivo que se verificou em todas as reuniões e aguarda, naturalmente, que tal se manifeste em ações concretas. Nota ainda terem saído dos encontros indicações específicas para procedimentos mais bem coordenados entre todas as partes e que devem concorrer para a salvaguarda dos princípios e objetivos referenciados. O SC Braga regista que o término da ronda de audiências não encerra o acompanhamento que o Clube faz dos factos relacionados com o jogo do passado dia 21 de fevereiro. Com efeito, informa-se que o SC Braga tem prestado suporte aos sócios que solicitaram apoio nos processos que estão a intentar e que reportam a ocorrências verificadas no Estádio Municipal e no seu perímetro. O Clube acompanhará a evolução e a conclusão dos mesmos. Em devido tempo, e na posse da informação necessária para o efeito, o SC Braga admite voltar aos factos e às suas consequências, disso mesmo dando nota aos seus sócios e adeptos.