Remco Evenepoel e Juan Ayuso já vestem com novas cores
Como é tradição no ciclismo profissional, o dia 1 de janeiro marca o momento em que os corredores que mudaram de equipa passam, finalmente, a poder ser apresentados de forma oficial nas novas cores. De acordo com o regulamento da União Ciclista Internacional, só a partir desta data os contratos entram plenamente em vigor, permitindo que os atletas sejam reconhecidos nas respetivas formações e equipamentos.
A transferência mais sonante para a temporada de 2026 é a de Remco Evenepoel, que inicia uma nova etapa da carreira na Red Bull-BORA-hansgrohe, após sete temporadas ligadas à Quick-Step. Foi precisamente nessa estrutura belga que Evenepoel se profissionalizou em 2019, ainda como jovem prodígio, construindo desde então um palmarés de elite: quatro títulos mundiais — um em prova de fundo e três no contrarrelógio —, a conquista da Volta a Espanha, o duplo título olímpico em Paris-2024 e duas vitórias na Liège–Bastogne–Liège. A estreia com o novo equipamento simboliza uma das mudanças mais marcantes do atual mercado de transferências.
Também com grande impacto surge a mudança de Juan Ayuso para a Lidl-Trek. O ciclista espanhol deixa a UAE Emirates após cinco épocas pautadas por episódios conturbados, mas igualmente por resultados de relevo que confirmaram o seu estatuto como um dos talentos mais promissores do pelotão internacional. A nova camisola representa, para Ayuso, um recomeço num projeto que aposta claramente na sua afirmação ao mais alto nível.
Refira-se, por fim, que este poderá ser um dos últimos anos em que a UCI limita a apresentação oficial dos corredores às novas equipas ao dia 1 de janeiro. Está em discussão a antecipação do início formal dos contratos para 1 de novembro, uma data considerada mais ajustada à realidade do ciclismo moderno, tendo em conta que os primeiros estágios de pré-temporada das equipas arrancam, habitualmente, já em dezembro.