Canais tv boicotam cobertura a Trump após Casa Branca banir CNN, Politico e MSNow
As principais cadeias de televisão norte-americanas decidiram, em bloco, deixar de cobrir os eventos do Presidente Donald Trump, numa demonstração de solidariedade para com a CNN, que foi impedida pela Casa Branca de desempenhar as suas funções no serviço partilhado de imprensa.
A decisão conjunta da NBC, ABC, CBS e Fox News significa que os eventos do presidente, esta segunda-feira, não terão acompanhamento televisivo por parte do consórcio de imprensa, conhecido como «pool». Este grupo, composto por cinco canais, opera sob um acordo de longa data que prevê a rotação entre si para filmar o presidente e partilhar as imagens com os restantes meios de comunicação a nível mundial.
Na semana passada a administração Trump barrou jornalistas da CNN, MSNOW e Politico de entrar na Casa Branca e a CNN ficou assim impedida de assegurar a cobertura na segunda-feira, dia em que lhe cabia a função, incluindo a deslocação do presidente a Nova Iorque para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Bryan Boughton, chefe da delegação da Fox News em Washington e presidente do consórcio, confirmou a suspensão da cobertura. «Isto segue-se à posição da Casa Branca de impedir a CNN de cumprir as suas funções de ‘pool’ atribuídas. Não será colocada nenhuma equipa de substituição», informou Boughton. A medida ganha ainda mais força sendo a Fox News normalmente alinhada com as posições do presidente.
A jornalista da CNN, Kaitlan Collins, sublinhou as consequências da medida: «Quando o presidente fizer qualquer coisa hoje, não haverá nenhuma câmara de televisão com ele a transmitir e a partilhar essas imagens.»
This means "that when the president does anything today, there will be no TV camera with the president that is broadcasting and sharing this footage" with the wider press corps and networks around the world, @kaitlancollins reports pic.twitter.com/IfqJVvSwGH
— Brian Stelter (@brianstelter) September 21, 2026
Entretanto, a CNN, a MS NOW e o Politico a avançarem com uma ação judicial contra a administração Trump, por desrespeito pela primeira emenda da Constituição. Em comunicado, a CNN defendeu o seu direito constitucional de exercer o jornalismo sem interferências. «A missão da CNN de informar sobre o governo dos EUA continuará, independentemente de quaisquer tentativas de restringir o acesso físico à Casa Branca», garantiu o canal, classificando a proibição como «um ataque ilegal a este direito fundamental».
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