Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional - Foto: André Carvalho
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional - Foto: André Carvalho

Reinaldo Teixeira de acordo com Villas-Boas: «Nada travará a centralização»

Presidente da Liga Portugal diz que só os três grandes perdem verbas, mas o futebol português ganhará com mais competitividade

André Villas-Boas surpreendeu esta quinta-feira ao dizer que pondera avançar para tribunal se a proposta de Nacional e Marítimo sobre a centralização de direitos televisivos passar em Assembleia Geral da Liga.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal fez questão de responder ao líder máximo do FC Porto na 4.ª Conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença.

«André Villas-Boas levantou essa hipótese, mas isso não será um entrave à centralização. O que o presidente André Villas-Boas teve foi uma reação ao que disse Rui Alves, presidente do Nacional, que pediu que a chave deve ser, enfim, mais equitativa, com menos peso para os três grandes. E o presidente do FC Porto apenas defendeu que se isso fosse aprovado agiria em conformidade», começou por dizer.

No momento seguinte, Reinaldo Teixeira fala mesmo num largo consenso. «Como vos disse, a nossa dita chave, aquela que é a chave que a Liga está a trabalhar, é uma chave que foi consensualizada com as várias SAD», garantiu.

O presidente da Liga Portugal defendeu ainda que «Rui Alves foi sempre correto com a Liga» e «nada do que veio a público é novidade», o que o leva a prognosticar que «na época 2028/29 a centralização será uma realidade».

Reinaldo Teixeira reconhece que os três grandes representam 95% dos adeptos do futebol português e que nesta altura «recebem 14 vezes mais que o clube que menos ganha». Mas que com o trabalho da Liga Centralização «essa diferença cairá para metade».

«Quando cheguei, tinha um projeto e ninguém conclui projeto ou visão num mandato. Se me perguntar se vou concorrer [na época de transformação, em 2028/29], direi que sim», afirmou ainda.

A conversa não terminou sem pergunta curiosa: gostava de ver Cristiano na Liga? A resposta foi previsível: «Mesmo não estando cá… ele está cá sempre. Quem não gostava de o ter? É um embaixador do nosso futebol.»

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