José Barbosa em ação pela Oliveirense frente ao Benfica, no Pavilhão da Luz
José Barbosa em ação pela Oliveirense frente ao Benfica, no Pavilhão da Luz

José Barbosa anuncia fim da carreira: «O basquetebol deu-me uma forma de viver»

Ex-Oliveirense e Benfica deixou mensagem nas redes sociais

José Barbosa, que vestiu a camisola da Oliveirense na época passada, no regresso ao clube depois de quatro temporadas no Benfica, anunciou, esta segunda-feira, o final de carreira como basquetebolista.

«Há decisões que nunca estamos verdadeiramente preparados para tomar. Durante muito tempo pensei que este dia estivesse longe. Talvez porque, quando fazemos aquilo que amamos, acreditamos sempre que haverá mais um treino, mais um jogo, mais uma época. Mas chegou o momento de fechar este capítulo. Depois de tantos anos, chegou a altura de me despedir do basquetebol enquanto jogador», começou por escrever o base de 35 anos, nas redes sociais.

Ao longo da carreira, o internacional português representou Oliveirense, onde fez a formação, Ovarense e Benfica. No adeus, José Barbosa deu conta do «enorme sentimento de gratidão».

«O basquetebol deu-me muito mais do que vitórias e derrotas. Deu-me uma forma de viver. Ensinou-me disciplina quando era preciso trabalhar em silêncio. Humildade quando as coisas corriam bem. Resiliência quando nada parecia resultar. Levou-me a conhecer cidades, países e pessoas que, de outra forma, talvez nunca tivesse encontrado. Deu-me amigos para a vida. Treinadores que me marcaram. Colegas que se tornaram família. Adeptos que fizeram cada jogo valer a pena», acrescentou, lembrando também momentos difíceis.

«Nem todos os dias foram felizes. Houve lesões. Houve derrotas difíceis de aceitar. Houve momentos de dúvida. Mas, curiosamente, são também esses momentos que hoje agradeço. Foram eles que mais me fizeram crescer. A todos os clubes que representei, a todos os treinadores, colegas, dirigentes, fisioterapeutas, voluntários e adeptos... o meu sincero obrigado. E um agradecimento muito especial à minha família e aos amigos que caminharam ao meu lado, mesmo quando o relógio marcava milhares de quilómetros de distância ou quando um fim de semana significava mais um pavilhão do que uma mesa de jantar. Nada disto teria sido possível sem vocês», atirou, rematando: «Saio com a consciência tranquila. Nem sempre fui o melhor jogador. Mas procurei sempre ser o melhor colega, competir com respeito e deixar cada camisola num lugar melhor do que a encontrei. Hoje termina a minha carreira de jogador. Mas não termina tudo aquilo que o basquetebol me ensinou. Essas lições vão acompanhar-me para sempre, dentro e fora do campo. Obrigado por esta viagem. Foi um privilégio.»

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