Foto: Juninho Pernambucano
Foto: Juninho Pernambucano

Rei dos livres diretos passou por radical mudança de imagem

Juninho Pernambucano passou por uma significativa transformação de vida após deixar o futebol profissional

Juninho Pernambucano, antigo médio ofensivo, que em 2021 renunciou ao seu cargo na direção do Lyon, retirou-se da vida pública e passou por uma radical mudança de imagem.

Como o próprio admitiu na altura, a realidade de gerir um clube não correspondeu às suas expectativas. «O Lyon perdeu a sua identidade. Já não reconheço aquele clube. Éramos como uma família, agora é diferente», confessou, sublinhando ainda que não tinha controlo total sobre as decisões, o que influenciou a sua saída: «Vim para ajudar, mas a certa altura percebi que já não podia dar ao clube o que ele precisava.»

Uma carreira repleta de sucesso

O brasileiro de 51 anos iniciou a carreira no Sport Recife, tendo depois passado pelo Vasco da Gama, de onde se transferiu para o Lyon em 2001. Foi lá que brilhou. Passou oito anos no clube gaulês e conquistou sete títulos de campeão de França. Após deixar o Lyon, jogou no Al Gharafa (Qatar), regressou depois ao Vasco da Gama e ainda representou os New York Red Bulls. Terminou a carreira em 2014.

Pela seleção brasileira, disputou 40 jogos e marcou seis golos. Ao longo da sua carreira, conquistou 25 troféus, o que o torna um dos jogadores mais laureados da sua geração.

Juninho Pernambucano
Juninho Pernambucano

Juninho Pernambucano será para sempre lembrado pelos adeptos como um dos melhores batedores de livres diretos na história do futebol. Até 2012, marcou uns incríveis 75 golos a partir destas bolas paradas, tornando-se recordista. Dos 100 golos que marcou pelo Lyon, 44 foram de livre direto. Aperfeiçoou a sua técnica no Brasil e levou-a à perfeição no já mencionado clube francês, onde se tornou um ícone.

Nova vida longa dos holofotes

Atualmente, dedica-se principalmente à vida familiar, embora não seja totalmente claro ao que se dedica exatamente. A sua mais recente publicação no Instagram, com um tom bastante misterioso, pode ser vista como uma declaração pessoal.

«Estou algures, sem necessidade de pertencer a qualquer grupo. Odeio fofocas e fofoqueiros. Notar o que está nas entrelinhas, como manipulação, manipuladores, agressão passiva e sombras humanas, é desafiador, mas ao mesmo tempo libertador. Os amigos posso contá-los pelos dedos de uma mão e nem isso é garantido. Adoro a minha própria companhia e não tenho medo do meu lado negro, pelo contrário», escreveu.