Frederico Varandas e Rui Borges estão em sintonia com nova abordagem ao mercado - Foto: Miguel Nunes
Frederico Varandas e Rui Borges estão em sintonia com nova abordagem ao mercado - Foto: Miguel Nunes

Reforços em... Portugal: Sporting tem nova política de abordagem ao mercado

Dificuldades de adaptação de reforços 'estrangeiros' como os casos recentes de Faye ou Kochorashvili forçam reorientação estratégica. SAD quer replicar sucessos de Pedro Gonçalves, Ugarte e Diomande, entre outros, para dar profundidade ao plantel e vai apostar no mercado nacional

O Sporting prepara uma mudança de agulha na política de contratações para a próxima temporada. Segundo apurou A BOLA, a estrutura liderada por Frederico Varandas vai reforçar o investimento no mercado nacional, recuperando uma fórmula que deu frutos imediatos sobretudo durante o ciclo de Ruben Amorim, mas que perdeu peso recentemente em detrimento de apostas internacionais que tardam em afirmar-se.

Bernardo Palmeiro e Frederico Varandas já iniciaram a preparação da próxima época - Foto: Sporting CP
Bernardo Palmeiro e Frederico Varandas já iniciaram a preparação da próxima época - Foto: Sporting CP

A decisão está tomada e não é fruto do acaso. Casos recentes como os de Faye, Vagiannidis ou Kochorashvili, entre outros, que demonstraram dificuldades visíveis na integração e na resposta imediata às exigências do futebol português, serviram de alerta em Alvalade. E levaram os responsáveis verdes e brancos a reavaliar o perfil de contratação. A ideia passa agora por privilegiar atletas já identificados com a realidade da Liga portuguesa, reduzindo riscos e encurtando o tempo de integração.

A estratégia não é nova e encontra respaldo em vários casos de sucesso dos últimos anos, sobretudo no ciclo iniciado por Ruben Amorim. Um plano traçado em 2020 de onde foi montada a espinha dorsal de uma equipa que se viria a tornar campeã nacional com muito talento doméstico presente no plantel. Altura em que os leões foram, entre outros locais, a Vila do Conde, Famalicão ou Açores recrutar jogadores como Nuno Santos, Pedro Gonçalves ou Morita a Rio Ave, Famalicão e Santa Clara. Curiosamente, um trio que ainda permanece em Alvalade e que veio reforçando o estatuto nos últimos anos. Mas existem muitos outros que viabilizaram não só resultados desportivos como mais-valias financeiras impressionantes. E nesse âmbito basta lembrar nomes como Ugarte (Famalicão), Matheus Nunes (Estoril) ou recentemente Alisson Santos (UD Leiria), que renderam milhões.

Alisson Santos foi o último caso de sucesso de compras dentro de portas. Já saiu para o Nápoles e pode render grande encaixe - Foto: Sporting CP

A nova estratégia está a ser desenhada em total sintonia com Rui Borges. O treinador partilha da visão de que o plantel necessita de maior profundidade e soluções e o avanço de alguns processos continuam pendentes de um fator crucial: a Liga dos Campeões. Caso os leões não consigam o acesso à prova milionária, serão obrigados a uma engenharia de mercado bem mais cautelosa. E assertiva. Sobretudo no mercado internacional, que, convém sublinhar, não será abandonado: continuará, aliás, a ser o palco dos grandes investimentos em alvos já referenciados, porém a base de recrutamento voltará a ter um forte sotaque português.

Rui Borges está em total sintonia com esta nova abordagem ao mercado - Foto: Miguel Nunes
Rui Borges está em total sintonia com esta nova abordagem ao mercado - Foto: Miguel Nunes

Em Alvalade já existem vários nomes sinalizados e atualmente em fase de avaliação. Na prática, trata-se de um regresso parcial ao modelo seguido em 2020/2021, quando o Sporting construiu uma base competitiva forte com recurso cirúrgico ao mercado português e acabou por recolher dividendos imediatos. No passado, nem todos os movimentos resultaram — recordem-se casos como os de Rúben Vinagre, Koba Koindredi, Rafael Pontelo ou Rochinha —, mas o balanço global continua claramente positivo. E é precisamente esse saldo favorável que sustenta a nova viragem estratégica dos leões.

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